MP pede investigação de ataques misóginos contra jovem que morreu durante salto de rope jump
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou à Polícia Civil a investigação de ataques misóginos publicados nas redes sociais contra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, jove...
POR O ESTADO
Publicado em 26/06/2026 às 23:32
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou à Polícia Civil a investigação de ataques misóginos publicados nas redes sociais contra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, jovem que morreu após um acidente durante um salto de rope jump, no interior paulista.
O pedido foi encaminhado ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) e assinado pela promotora de Justiça Ana Maria Aiello Demadis na última segunda-feira (23).
Maria Eduarda morreu no dia 13 de junho após ser lançada da Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, durante a prática do esporte radical.
Após a repercussão do caso, usuários da rede social X passaram a publicar mensagens ofensivas e de cunho misógino contra a vítima. Entre os comentários, havia publicações que ironizavam a morte da jovem e faziam ataques à sua honra. A Polícia Civil deverá apurar a autoria das mensagens e verificar a eventual prática de crimes.
O que é o rope jump?
O rope jump é um esporte radical em que o praticante salta de locais elevados, como pontes, viadutos e prédios, preso a um sistema de cordas semelhante ao utilizado na escalada. Após a queda, o equipamento interrompe o movimento de forma controlada, fazendo com que a pessoa realize um movimento pendular.
A modalidade é diferente do bungee jump. Nesta, o salto é realizado com uma corda elástica, que faz o praticante quicar repetidas vezes para cima e para baixo antes de parar completamente.
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