Morte de JK: novo relatório questiona versão oficial com análise 3D
Novo relatório da CEMDP sobre a morte de Juscelino Kubitschek em 1976 questiona a versão oficial com vídeos 3D. O post Morte de JK: novo relatório questiona versão oficial com aná...
POR SOBRAL ONLINE
Publicado em 13/05/2026 às 00:07

Um novo e impactante relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) reacende o debate sobre as circunstâncias da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, ocorrida em 1976. O documento, que se baseia em uma minuciosa análise pericial com vídeos em 3D, aponta para inconsistências físicas nos laudos originais do acidente de carro, levantando a hipótese de assassinato e desafiando a versão oficial que perdurou por décadas.
A investigação, que também abrange a morte do motorista Geraldo Ribeiro, utiliza o trabalho do perito Sérgio Eisemberg, realizado em 2019. Seus vídeos tridimensionais são cruciais para ilustrar como os eventos descritos nos laudos iniciais seriam, de fato, impossíveis de ocorrer, adicionando uma camada de complexidade e mistério a um dos episódios mais controversos da história política brasileira.
Novas Evidências e a Tecnologia 3D
O cerne do novo relatório da CEMDP reside na perícia de Sérgio Eisemberg, que produziu três vídeos em 3D para o inquérito do Ministério Público Federal. Esse material inovador tem como objetivo principal desmistificar a narrativa oficial, que foi inclusive defendida pela Comissão Nacional da Verdade em 2014, mas contestada por outras organizações.
Os vídeos e o laudo de Eisemberg são peças fundamentais no documento da CEMDP, que agora reavalia os acontecimentos que levaram à morte de Juscelino Kubitschek e seu motorista. A relatora Maria Cecília Adão está à frente desta nova investigação, cujos detalhes completos ainda não foram divulgados, estando o estudo em processo de avaliação pelo Ministério dos Direitos Humanos.
A Versão Oficial do Acidente de 1976
A versão amplamente aceita sobre o acidente automobilístico, elaborada pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) em 1976, descreve que o veículo Opala, no qual o ex-presidente viajava, era conduzido por Geraldo Ribeiro. Segundo essa narrativa, o carro teria se envolvido em uma leve colisão com um ônibus durante uma ultrapassagem.
O impacto, conforme o laudo original, teria provocado a perda de controle do Opala, que subsequentemente invadiu a pista contrária da rodovia. Ali, o carro teria colidido frontalmente com um caminhão que seguia em direção a São Paulo. Juscelino e Geraldo faleceram instantaneamente, enquanto o motorista do caminhão, Ademar Jahn, sobreviveu. O condutor do ônibus foi inicialmente acusado, mas posteriormente inocentado pela Justiça do Rio de Janeiro.
Inconsistências Reveladas pela Perícia
A análise 3D de Sérgio Eisemberg aponta para falhas significativas na versão oficial. Os vídeos demonstram que, com o ônibus desacelerando em uma curva e o Opala acelerando para ultrapassá-lo, uma colisão na traseira do automóvel seria fisicamente impossível naquele momento. Essa constatação descredita um dos pilares da explicação original para o acidente.
O perito também questiona a trajetória do Opala, que teria invadido a contramão sem qualquer reação defensiva instintiva, como frear ou desviar. Eisemberg descreve essa manobra como “injustificável e incompreensível sob condições normais”, sugerindo que o motorista poderia não ter o comando do veículo. Ele levanta a hipótese de que o carro possa ter sido “mexido” durante uma parada de Juscelino no Hotel Villa Forte, o que poderia ter causado um problema mecânico não investigado pelos laudos antigos.
Além disso, a perícia de Eisemberg destaca que as fotografias da época mostravam os para-lamas traseiros do Opala intactos, contrariando a ideia de uma colisão traseira. Ele sugere que os danos observados poderiam ter ocorrido durante o içamento do veículo ou por “pancadas posteriormente desferidas”. Para o especialista, os laudos de 1976 seriam “imprestáveis para a determinação da causa do acidente” por não terem considerado a possibilidade de problemas mecânicos ou outras intervenções no veículo.
Contexto Político e Dúvidas Persistentes
A nova análise não desconsidera o turbulento cenário político da época. Juscelino Kubitschek, um dos mais importantes líderes brasileiros, teve seus direitos políticos cassados e era considerado um perseguido pelo regime militar. Esse contexto, para o perito, é um fator que não pode ser ignorado ao se investigar as circunstâncias de sua morte.
A conclusão de Sérgio Eisemberg é categórica: os estudos técnicos realizados pelos peritos em 1976 não se sustentam diante das novas evidências e da tecnologia de simulação 3D. O relatório da CEMDP, ao reavaliar essas circunstâncias, busca lançar nova luz sobre um dos mistérios mais persistentes da história recente do Brasil, apontando para uma possível conspiração por trás do que foi oficialmente registrado como um trágico acidente.
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