Morte de cão famoso gera revolta na China e reacende debate sobre violência e consumo de carne de cachorro
Um caso que mistura crueldade, mistério e indignação mobilizou milhões de pessoas na China e provocou forte reação nas redes sociais. O border collie Chutou, de 8 anos, que acumula...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 08/06/2026 às 17:33
Um caso que mistura crueldade, mistério e indignação mobilizou milhões de pessoas na China e provocou forte reação nas redes sociais. O border collie Chutou, de 8 anos, que acumulava cerca de 1,5 milhão de seguidores nas plataformas digitais, foi sequestrado da fazenda onde vivia, vendido a um restaurante e acabou abatido para consumo humano.
O caso ocorreu na província de Henan e gerou uma onda de revolta entre defensores dos direitos dos animais. Chutou era conhecido por aparecer nos vídeos publicados pelo influenciador de viagens Guo, que compartilhava a rotina do cachorro no Douyin, plataforma chinesa equivalente ao TikTok.
Segundo relatos, o animal estava sob os cuidados dos pais de Guo enquanto o influenciador viajava para a Geórgia para produzir conteúdo. No dia 11 de maio, um casal teria retirado o cão da propriedade e posteriormente vendido o animal a um comerciante local por 180 yuans, valor equivalente a cerca de R$ 130.
Ao retornar à China, Guo iniciou uma busca intensa para localizar o cachorro. O influenciador chegou a oferecer uma recompensa de aproximadamente R$ 7,7 mil para recuperar o animal. Durante as investigações, o casal admitiu ter levado Chutou, alegando que acreditava se tratar de um cão sem raça definida.
A descoberta do desfecho provocou ainda mais comoção. Ao rastrear o destino do cachorro, Guo chegou ao restaurante onde Chutou teria sido abatido e consumido. Na tentativa de recuperar ao menos os restos mortais do animal, ouviu dos responsáveis pelo estabelecimento que eles já haviam sido descartados.
O influenciador agora busca responsabilização criminal dos envolvidos e também pede indenização pela perda do cachorro, que, além do valor afetivo, possuía grande relevância comercial e digital. Segundo ele, o animal poderia valer mais de R$ 50 mil.
O episódio reacendeu o debate sobre a proteção dos animais na China. Embora algumas cidades, como Shenzhen e Zhuhai, tenham proibido o consumo de carne de cães e gatos, ainda não existe uma legislação nacional que proíba essa prática em todo o território chinês.
Para organizações de proteção animal, o caso de Chutou expõe a necessidade de leis mais rigorosas contra a violência e o comércio ilegal de animais. Nas redes sociais, milhares de internautas classificaram o episódio como chocante e cobraram punição exemplar para os responsáveis.
A morte do cachorro, que conquistou milhões de admiradores pela internet, transformou-se em símbolo de uma discussão cada vez mais presente sobre respeito, proteção e direitos dos animais.