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Ceará / 07.06.2026

Morre Petrônio Tavares, surfista cearense e fundador da Greenish

O surfista e empresário cearense Petrônio Tavares, fundador da marca brasileira de moda surf e streetwear Greenish, morreu nesta sexta-feira, 5 de junho de 2026, durante uma viagem...

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POR CEARÁ AGORA

Publicado em 07/06/2026 às 14:02

Morre Petrônio Tavares, surfista cearense e fundador da Greenish
© FONTE: Ceará Agora

O surfista e empresário cearense Petrônio Tavares, fundador da marca brasileira de moda surf e streetwear Greenish, morreu nesta sexta-feira, 5 de junho de 2026, durante uma viagem ao México. A informação foi confirmada pela própria marca nas redes sociais.

Petrônio estava no país há cerca de 20 dias com a família e faleceu enquanto surfava. Segundo relatos publicados pela imprensa, as condições do mar eram difíceis, com forte correnteza.

Natural de Aurora, no Cariri cearense, Petrônio construiu uma trajetória ligada ao surf, ao empreendedorismo e à cultura de praia. Ao lado do irmão Rubens, criou a Greenish em 1992, marca que nasceu no Ceará e se consolidou no mercado brasileiro de surfwear.

Mais do que empresário, Petrônio foi reconhecido como incentivador do surfe no Nordeste e como uma figura de inspiração para atletas, amigos, clientes e admiradores da cultura esportiva. A Greenish, em nota, destacou sua visão, paixão e a marca deixada em todos que conviveram com ele.

O legado de Petrônio Tavares permanece vivo na história da Greenish, da comunidade do surf brasileiro e na memória de todos que enxergam nesse esporte também um modo de viver.

Depoimentos de amigos que compartilhavam dessa paixão pelo esporte aquático e pela natureza destacam como era seu jeito.

Um deles é Tiago Ribeiro. Empresário de uma revendedora automotiva, surfista há muitos anos nos momentos de lazer e um dos muitos companheiros de surf de Petrônio, destacou como era o modo dele se conectar com as pessoas, o esporte e a natureza.

“Surfávamos no Morro do Chapéu há muito tempo, há cerca de 20 anos, frequentando a praia da Taíba. A galera que possui casas no Morro do Chapéu e pratica o esporte no mar sempre ficava ali sentada conosco no outside, conversando com ele, esperando as ondas e trocando uma resenha. Ele era sempre muito alegre e divertido. Petrônio era uma boa pessoa. Alguém comprometido 100% com a vibe do surf. Um cara do bem e de alma leve. Muito comprometido também com a parte do meio ambiente. Toda vez que ele surfava, depois sempre saía juntando os lixos, plásticos, objetos e coisas que encontrava na areia e na beira da praia.

Os filhos dele muitas vezes estavam juntos. Sempre muito apegados ao pai, estavam sempre surfando com ele.”

A morte de Petrônio gerou comoção entre nomes do esporte, entidades ligadas ao surf e pessoas próximas à sua trajetória. Seu legado permanece na história da Greenish, na moda cearense e na comunidade do surfbord brasileiro.

Por David Simon

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