Missão antecipa convenção e oficializa Renan Santos como candidato à Presidência
O Partido Missão oficializou nesta segunda-feira (20) a candidatura de Renan Santos, 42, à presidência da República. Segundo o candidato, a convenção foi antecipada para garantir a...
POR O ESTADO
Publicado em 20/07/2026 às 16:33
O Partido Missão oficializou nesta segunda-feira (20) a candidatura de Renan Santos, 42, à presidência da República. Segundo o candidato, a convenção foi antecipada para garantir a proteção da PF (Polícia Federal) após ele ter recebido ameaças de duas facções criminosas do Ceará, somadas a intimidações do PCC (Primeiro Comando da Capital) em São Paulo e do CV (Comando Vermelho) no Rio de Janeiro.
Dessa forma, o partido antecipou o ato para coincidir com a ativação do esquema de segurança da PF, nesta segunda-feira (20). A operação dispõe de R$ 95 milhões e mobiliza até 458 servidores para resguardar os presidenciáveis com apoio de blindados, equipes táticas e tecnologia antidrone.
A convenção também aprovou o nome do tenente-coronel da reserva da Polícia Militar gaúcha Aroldo Medina, 62, como vice na chapa. Ex-integrante da Brigada Militar por 30 anos, ele já disputou o governo gaúcho (em 2002, pelo PL, e em 2010, pelo extinto PRP) e a Prefeitura de Canoas (pelo PFL em 2004).
“Proteção ostensiva”
Durante o pronunciamento virtual aos apoiadores, Renan afirmou que recorrer à proteção ostensiva da PF deixou de ser uma opção de economia. “É uma questão de sobrevivência”, disse. Apesar da confirmação, o Missão manteve o evento público de lançamento da campanha para 1º de agosto, quando apresentará o “Livro Amarelo”, documento com as diretrizes do plano de governo.
A antecipação ocorre em meio a atritos recentes na pré-campanha. Na última semana, a casa de shows Audio Rebel, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, cancelou uma apresentação da Limão Rosa marcada para sexta-feira (17). A banda de indie rock é liderada por Renan Santos e traz o ex-deputado cassado Arthur do Val, o Mamãe Falei, na bateria.
O estabelecimento justificou a medida alegando razões políticas e afirmando que não gostaria de associar sua marca ao candidato.
Renan, que é vocalista, compositor, guitarrista e gaitista do grupo, classificou a decisão como “sabotagem” movida por pressão de militantes de esquerda sobre a casa de eventos e enfatizou que as letras tratam apenas de temas existenciais.
Como reação ao cancelamento do show, o candidato realizou uma apresentação gratuita no último sábado (18), que reuniu cerca de 500 pessoas no Bar Bukowski, tradicional casa de rock no Rio de Janeiro.
Críticas a adversários
Para se tornar conhecido fora dos grandes centros digitais, Renan tem feito viagens a municípios periféricos inspiradas nas antigas Caravanas da Cidadania promovidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos anos 1990, transformando gargalos de infraestrutura local em conteúdos para as redes sociais.
No debate econômico, o candidato tem feito críticas tanto ao governo Lula quanto ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Santos classificou como “incompetente” e “ridícula” a postura da oposição e do governo diante do “tarifaço” de 25% imposto pelos Estados Unidos e defendeu o uso das reservas brasileiras de terras raras como moeda de troca nas negociações.
Nas últimas pesquisas de intenção de voto (Datafolha e Genial/Quaest), Renan Santos marca 3%, empatado na margem de erro com Ronaldo Caiado (PSD). No mesmo cenário, Lula lidera o primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro.
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