Michelle Bolsonaro elogia política de educação bilíngue de surdos lançada pelo governo Lula
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou que o lançamento da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS) pelo governo Lula é “a realização de um sonho”. O M...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 03/07/2026 às 21:00
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou que o lançamento da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS) pelo governo Lula é “a realização de um sonho”.
O Ministério da Educação (MEC) lançou nesta sexta-feira (3/7) a iniciativa, que busca assegurar a oferta qualificada, acesso, permanência e êxito escolar dos estudantes atendidos por essa modalidade de ensino.
Voltada a estudantes surdos, surdocegos, pessoas com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação e surdos com outras deficiências associadas, a política está estruturada em seis eixos, entre eles formação de profissionais, elaboração de materiais didáticos, diretrizes curriculares, produção de conhecimento e fortalecimento da coordenação entre os entes federativos.
Em publicação nos stories do Instagram, Michelle atribuiu à comunidade surda a responsabilidade do lançamento da política. A ex-primeira-dama é ativa em pautas do grupo, tendo atuação há anos em projetos de ensino religioso e social em libras e na defesa de políticas de inclusão.
“A educação bilíngue de surdos tornou-se uma modalidade separada da Educação Especial, trazendo mais autonomia e protagonismo para a comunidade surda. É um sonho realizado! Seguimos trabalhando por um Brasil mais acessível e com oportunidades para todos”, escreveu a ex-primeira dama.

Na última semana, Michelle acusou o senador, enteado e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) de tê-la humilhado e maltratado durante uma conversa telefônica. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela relatou um rompimento político e pessoal com o enteado após divergências sobre a articulação do PL no Ceará. Ela afirma que não fala com Flávio desde o fim de 2025 e nega ter condicionado apoio à candidatura do senador a um pedido público de desculpas.
Pressionado a se defender, após dizer que “ninguém o aborreceria”, uma vez que o vídeo foi postado em dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo, o senador negou as acusações e afirmou que “nunca humilhou uma mulher na vida”. Em meio às repercussões da rusga familiar, Michelle anunciou sua saída da presidência do PL Mulher “para se dedicar, integralmente, aos cuidados com o marido e a filha”.
Apesar do movimento, Michelle alegou que deixar o cargo que ocupava desde 2023 não representa uma competição dentro do grupo político bolsonarista. “Para ficar claro: eu não tenho raiva de ninguém. Apenas esclareci uma situação que estava sendo deturpada. Vamos todos trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno”, afirmou.