Medo de perder o emprego retrai 11,5 pontos e fortalece confiança do trabalhador em Fortaleza
Apesar da redução na insegurança, mulheres, jovens de 25 a 34 anos e pessoas com ensino médio ainda lidam com a preocupação com o mercado de trabalho The post Medo de perder o empr...
POR O ESTADO
Publicado em 04/08/2026 às 01:53
Se os dados no Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) mostraram que Fortaleza apresentou uma taxa positiva de cerca de 5% no estoque de empregos formais nos primeiros seis meses do ano, o medo de perder o emprego também diminuiu na capital. É o que aponta o Índice de Medo do Desemprego (IMD) de Fortaleza elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-CE), por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC).
Segundo a Fecomércio, o IMD caiu 11,5 pontos no primeiro semestre em 2026, se comparado aos seis primeiros meses de 2025. Entre janeiro e junho deste ano, a pontuação ficou em 91.5, frente aos 103 pontos apresentados em igual período de 2025.
A escala do Índice de Medo do Desemprego leva em consideração a percepção do fortalezense sobre o risco de perder o emprego, usando um algoritmo computacional específico, com uma numeração que varia de 0 e 200 pontos, sendo que menos de 100 é considerado baixo risco, de 100 a 150 pontos alto risco e, a partir de 150, o risco é visto como muito alto. Em Fortaleza, o IMD estudou recortes quanto ao gênero, renda, faixa etária e escolaridade.
Entre os gêneros, a pesquisa mostrou que as mulheres são as mais preocupadas com a possibilidade de perder o posto de trabalho. Entre elas, o índice teve média de 96.4 pontos, no primeiro semestre deste ano, porém mais baixo que o apresentado em 2025 que foi de 11,1. Entre os homens, o índice apontou retração de 93,4, em 2025, para 85,5 em 2026.
A mesma queda no medo de perder o emprego foi registrada no recorte por renda. Os consumidores com até 3 salários-mínimos foram os que mais temeram o desemprego, nos últimos seis meses, com pontuação média 96.1. Ainda assim, essa percepção é menor que a observada em 2025 que foi de 106,6 pontos.
No extrato da faixa etária, a análise da Fecomércio mostra que as pessoas com idade entre 25 e 34 anos foram as mais afetadas pelo medo de perder o emprego, inclusive ficando com média 110.8, entre os meses de janeiro a junho deste ano. Em relação a 2025, esse medo também foi registrado, com queda de apenas -0,01 pontos.
No quesito escolaridade, as pessoas com ensino médio tiveram mais medo de perder o emprego no primeiro semestre deste ano. A média no período ficou em 99.6 pontos. Já em 2025, a pontuação era de 109,7.
O último mês
Quando analisado separadamente, o mês de julho de 2026 também apresenta números menores que os identificados em julho de 2025. O Índice de Medo do Desemprego geral do último mês analisado apresentou 92.3 pontos, contra 98.3, retração de seis pontos no medo de perder o emprego.
Entre mulheres e homens, o levantamento de julho deste ano apontou 97.3 e 86.2, respectivamente entre elas e eles. Em 2025, o medo do desemprego entre as mulheres entrou na barreira do alto risco chegando a 102 pontos, enquanto os homens atingiram 93.8 pontos.
No aspecto da renda, quando analisado sozinho, o mês de julho deste ano alcançou a maior margem entre os ítens analisados de -9,5, já que em 2025, o índice chegou a 105.1, enquanto em 2026 a pontuação foi de 95.6 pontos.
Quando o recorte foi a idade, julho deste ano apresentou pontuação 108.1, menor -9.4 que o registrado em julho de 2025 (117.5). Já na fração da escolaridade, as pessoas com ensino médio completo tiveram mais medo do desemprego em julho de 2025, do que em julho de 2026. Ano passado, o número ultrapassou a linha do alto risco com 104.8 e, neste ano, julho ficou em 96.4 pontos.
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