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Regional / 25.06.2026

Marquise Ambiental impulsiona futuro sustentável no Ceará com inovador Ecohub de resíduos

Marquise Ambiental lança EcoHub Sol Nascente no Ceará, transformando resíduos em energia e água. Conheça o modelo para o fim dos lixões. O post Marquise Ambiental impulsiona futur...

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POR SOBRAL ONLINE

Publicado em 25/06/2026 às 19:55

Marquise Ambiental impulsiona futuro sustentável no Ceará com inovador Ecohub de resíduos
© FONTE: Sobral OnLine
Imagem gerada com IA

O cenário da gestão de resíduos no Ceará está prestes a passar por uma transformação significativa com a consolidação do EcoHub Sol Nascente, um complexo de tratamento de resíduos desenvolvido pela Marquise Ambiental na Região Metropolitana de Fortaleza. Mais do que um aterro sanitário convencional, o empreendimento se posiciona como um modelo de economia circular, convertendo o que antes era um passivo ambiental em valiosos recursos, como água de reúso e energia.

Esta iniciativa não apenas reforça a estratégia de expansão do Grupo Marquise, um dos maiores operadores ambientais do Brasil, mas também lança luz sobre o persistente desafio do Ceará em universalizar a destinação adequada dos resíduos sólidos, um passo crucial para erradicar os lixões e promover um desenvolvimento mais verde no estado.

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EcoHub Sol Nascente: um modelo de transformação ambiental

O EcoHub Sol Nascente, localizado em uma vasta área de 163 hectares, representa um avanço na forma como os resíduos são gerenciados. Atualmente, o complexo atende municípios como Aquiraz, Eusébio e Guaiúba, e está em negociações para expandir sua atuação a outras cidades, visando se tornar um centro regional de gestão integrada de resíduos.

A proposta central é clara: reduzir drasticamente a dependência de lixões e elevar a escala dos serviços ambientais. Carla Pontes, CEO do Grupo Marquise, enfatiza que a expansão da companhia é guiada pela premissa de que “soluções ambientais duradouras são ancoradas em capacidade técnica, escala operacional e investimento consistente”, permitindo transformar passivos em ativos ambientais.

Tecnologia de ponta para o reaproveitamento de resíduos

A infraestrutura do EcoHub incorpora tecnologias avançadas, consideradas de ponta para o setor. Entre elas, destacam-se os sistemas de impermeabilização do solo, que garantem a proteção do lençol freático, e um monitoramento ambiental contínuo para assegurar a conformidade com as normas mais rigorosas.

Um dos pilares do complexo é o tratamento de chorume por osmose reversa, um processo inovador que permite a recuperação e o reaproveitamento da água no ciclo produtivo. Além disso, a estrutura já prevê a implementação de projetos para a produção de biometano e uma planta de compostagem, maximizando o aproveitamento econômico dos resíduos e minimizando os impactos ambientais.

O panorama desafiador da gestão de resíduos no Brasil e Ceará

Apesar dos avanços tecnológicos, o Brasil ainda enfrenta um déficit significativo na gestão de resíduos. O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2025 revela que, das 81,6 milhões de toneladas de resíduos urbanos geradas em 2024, cerca de 34% ainda são destinados a lixões ou aterros controlados, considerados inadequados do ponto de vista ambiental. A situação é ainda mais crítica no Nordeste, que, apesar de gerar 24,7% dos resíduos do país, coleta apenas cerca de 83% do total, um índice inferior ao de outras regiões.

No Ceará, o desafio é particularmente evidente. Um levantamento da Secretaria das Cidades de 2025 aponta que apenas 34 dos 184 municípios (18,48%) possuíam destinação final ambientalmente adequada para seus resíduos. Embora aproximadamente 43% da população cearense seja atendida por sistemas adequados, essa cobertura permanece concentrada nas regiões metropolitanas e polos urbanos, onde estão os sete aterros sanitários licenciados do estado.

Sustentabilidade econômica: a chave para erradicar os lixões

Para Hugo Nery, diretor-presidente da Marquise Ambiental, o principal entrave para a eliminação definitiva dos lixões não é mais tecnológico, mas sim econômico. Ele argumenta que “mais do que um problema ambiental, trata-se de um entrave ao desenvolvimento. Sem um modelo financeiramente sustentável, o país continuará incapaz de dar destinação adequada aos milhões de toneladas de resíduos que produz.”

Nery defende que a atuação de operadores especializados é fundamental para suprir a lacuna entre as exigências legais e a capacidade de execução dos municípios. “Tirar o lixão do mapa de uma cidade não é apenas uma obra ambiental. É uma decisão de gestão que protege o orçamento público e a saúde da população ao mesmo tempo”, conclui o executivo.

A força operacional da Marquise Ambiental e o impacto do EcoHub

Com mais de quatro décadas de experiência, a Marquise Ambiental demonstra uma robusta capacidade operacional, atendendo cerca de 22 milhões de pessoas, coletando aproximadamente 13 milhões de toneladas de resíduos por ano e tratando 3,6 milhões de toneladas anuais em dez cidades brasileiras. No Ceará, a empresa também é parceira na GNR Fortaleza, em conjunto com a MDC, operando a maior planta de biometano das regiões Norte e Nordeste.

O EcoHub Sol Nascente, portanto, simboliza uma mudança de paradigma na gestão de resíduos sólidos. Ao integrar saneamento, geração de energia, reaproveitamento de água e economia circular, o modelo aponta um caminho essencial para acelerar o encerramento dos lixões e fortalecer a infraestrutura ambiental no Ceará. Para mais informações sobre o panorama dos resíduos sólidos no Brasil, consulte o Panorama da Abrelpe.

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