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Regional / 25.06.2026

Maduro, detido nos EUA, clama por união nacional após terremotos na Venezuela

De sua detenção nos EUA, Nicolás Maduro envia mensagem de solidariedade e apelo à união nacional para a Venezuela, atingida por fortes terremotos. O post Maduro, detido nos EUA, c...

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POR SOBRAL ONLINE

Publicado em 25/06/2026 às 04:20

Maduro, detido nos EUA, clama por união nacional após terremotos na Venezuela
© FONTE: Sobral OnLine
Imagem gerada com IA

Em um cenário de comoção e desafios, o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, atualmente detido nos Estados Unidos, quebrou o silêncio para se dirigir à nação. Sua mensagem, divulgada após uma série de fortes terremotos que abalaram a Venezuela na última quarta-feira (24), clamou por união nacional e solidariedade em meio à crise.

Maduro, ao lado de sua esposa Cilia Flores, também sob custódia nos EUA por acusações de narcotráfico e porte de armas – as quais ambos negam –, utilizou sua conta no Telegram para expressar apoio aos venezuelanos e reforçar a importância da coesão em momentos de adversidade.

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Apelo de Maduro por união e solidariedade nacional

A mensagem do líder venezuelano foi um chamado direto à ação e ao cuidado mútuo. “Hoje, a palavra é uma só: máxima união, máxima solidariedade e máxima ação”, declarou Maduro em seu comunicado. Ele enfatizou a necessidade de garantir que “ninguém fique sozinho”, pedindo que as comunidades cuidem de suas crianças, idosos e enfermos.

O ex-presidente também solicitou apoio irrestrito às equipes de resgate, incluindo a Polícia Nacional Bolivariana (PNB), a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), a proteção civil, médicos, bombeiros, trabalhadores e voluntários que atuam nas áreas afetadas. Seu discurso buscou inspirar um senso de responsabilidade coletiva diante da tragédia.

Contexto da detenção de Nicolás Maduro nos Estados Unidos

A manifestação de Nicolás Maduro ocorre em um contexto político complexo. Ele assumiu a presidência da Venezuela em 2013 e foi capturado em 3 de janeiro, durante uma operação militar dos Estados Unidos que ocorreu em Caracas e outras cidades venezuelanas. Desde então, ele e Cilia Flores foram transferidos para Nova York, onde enfrentam um processo criminal.

As acusações de narcotráfico e porte de armas são veementemente rejeitadas por Maduro e sua defesa. Após sua captura, Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interinamente, gerenciando o país em um período de instabilidade política e, agora, de desastres naturais.

A Venezuela sob o impacto dos recentes terremotos

Os terremotos que motivaram a mensagem de Maduro atingiram a costa norte da Venezuela na última quarta-feira (24), causando o desabamento de edifícios em Caracas e gerando grande preocupação. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou um tremor principal com magnitude preliminar de 7.5, precedido por um abalo de 7.2 ocorrido apenas 40 segundos antes.

Inicialmente, os Centros de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos emitiram um aviso sobre a possibilidade de ondas perigosas em áreas costeiras a menos de 300 quilômetros do epicentro. Contudo, o alerta foi posteriormente cancelado. O epicentro dos tremores foi localizado a 23 quilômetros a noroeste de Yumare e a 24 quilômetros de San Felipe, região onde se concentram algumas das maiores refinarias do país.

Chamado à reconstrução e fé venezuelana

Finalizando sua mensagem, Maduro fez um apelo emocional à resiliência venezuelana. “Nesta hora difícil, conclamamos à união nacional, à serenidade e ao amor concreto: ajudar, proteger, compartilhar, erguer e reconstruir”, declarou. Ele expressou confiança na capacidade do país de superar a adversidade, lembrando que a Venezuela já enfrentou grandes provações.

Com palavras de encorajamento, o ex-presidente afirmou que a nação sairá “fortalecida, com fé, disciplina e solidariedade”, concluindo com votos de que “Deus abençoe e proteja a Venezuela”. A mensagem busca ser um ponto de convergência em um momento de fragilidade para a população. Para mais detalhes sobre os esforços de resgate, você pode consultar a cobertura da CNN Brasil.

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