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Regional / 02.08.2026

Lula na mira do TSE: Partido Novo acusa presidente de propaganda eleitoral antecipada

O Partido Novo protocolou representação no TSE contra o presidente Lula e outros petistas por suposta propaganda eleitoral antecipada na Bahia. O post Lula na mira do TSE: Partido...

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POR SOBRAL ONLINE

Publicado em 02/08/2026 às 11:25

Lula na mira do TSE: Partido Novo acusa presidente de propaganda eleitoral antecipada
© FONTE: Sobral OnLine
Lula na mira do TSE: Partido Novo acusa presidente de propaganda eleitoral antecipada

O cenário político brasileiro ganha novos contornos com a recente ação do Partido Novo. A legenda protocolou uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros membros do Partido dos Trabalhadores. A acusação central é de suposta propaganda eleitoral antecipada, ocorrida durante a convenção estadual do PT em Salvador, na Bahia, no último sábado, 1º de agosto de 2026.

A controvérsia surge em um momento crucial do calendário eleitoral, onde as regras para a manifestação de candidaturas são rigorosamente definidas. O Novo argumenta que as declarações do presidente Lula no evento ultrapassaram os limites permitidos para a pré-campanha, configurando um pedido explícito de votos antes da data oficial estabelecida pela Justiça Eleitoral.

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Representação no TSE detalha acusações contra o presidente

A representação, formalizada no sábado, 1º de agosto de 2026, mira não apenas o presidente Lula, mas também o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), além de Jaques Wagner (PT), Rui Costa (PT) e o próprio Partido dos Trabalhadores. O documento foi distribuído ao ministro André Mendonça, que será o relator do caso no TSE.

Entre os pedidos do Partido Novo, destaca-se a solicitação de uma liminar para a imediata retirada dos vídeos do evento das plataformas digitais. Além disso, a legenda pleiteia que o TSE condene os envolvidos ao pagamento da multa máxima prevista na legislação eleitoral para casos de propaganda antecipada. A íntegra do documento, com 479 kB, foi anexada ao processo.

As regras eleitorais e o limite da pré-campanha

A legislação eleitoral brasileira é clara ao estabelecer que candidatos só podem iniciar o pedido explícito de votos a partir de 16 de agosto, data que marca o início oficial da campanha. Antes disso, no período de pré-campanha, são permitidas manifestações políticas e atos partidários, desde que não configurem um apelo direto ao eleitorado.

O Partido Novo sustenta que as falas de Lula na convenção do PT na Bahia desrespeitaram essa diretriz. A legenda argumenta que, embora a lei autorize a realização de eventos partidários, as declarações do presidente foram além do permitido, transformando o ato em um palanque para a captação de votos. Para consultar o calendário eleitoral completo, acesse o site oficial do Tribunal Superior Eleitoral: www.tse.jus.br/eleicoes/calendario-eleitoral.

Declarações de Lula e a defesa do Partido Novo

O presidente do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, foi enfático ao comentar a situação. Segundo ele, “não há qualquer margem para dúvida, o presidente da República fez repetidos pedidos explícitos de voto”. Ribeiro criticou a postura, afirmando que a legislação eleitoral “é rigorosa demais, mas ela precisa valer pra todos”, e que o Novo “vai reagir sempre que houver tentativa de transformar a máquina e a visibilidade do poder em vantagem eleitoral indevida”.

Durante o evento, Lula proferiu frases que o Novo considera comprobatórias da infração. Entre elas, a declaração: “Depois que vocês votarem para deputado estadual e federal, para senador e votar no Jerônimo [candidato à reeleição ao governo da Bahia], se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim que eu agradeço a todos vocês a lembrança”. O presidente também pediu votos para aliados no estado, como Jaques Wagner e Rui Costa, mencionando a necessidade de “pessoas com maturidade política e competência” no Senado.

Histórico de multas e o impacto da transmissão ao vivo

Esta não é a primeira vez que o presidente Lula é alvo de acusações de propaganda eleitoral antecipada. Recentemente, em 28 de julho, o Tribunal Superior Eleitoral já havia multado o presidente em R$ 15.000 por uma infração semelhante. Esse histórico adiciona peso à nova representação protocolada pelo Partido Novo.

Um ponto crucial levantado pelo partido é o fato de a convenção ter sido transmitida ao vivo. Para o Novo, essa transmissão fez com que o conteúdo do evento perdesse seu caráter exclusivamente intrapartidário, alcançando o eleitorado em geral e, consequentemente, ampliando o potencial impacto da suposta irregularidade. O Poder360, veículo que originalmente publicou a notícia, tentou contato com a Secretaria de Comunicação (Secom) para obter um posicionamento sobre as falas de Lula, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem original.

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