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Ceará / 22.10.2026

Lula e Flávio fecham acordo para abrir sigilos e têm até 23h59 desta quinta para entregar autorizações

As campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) afirmaram nesta quinta-feira ter chegado a um acordo para a abertura dos sigilos bancário, fisc...

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POR CEARÁ AGORA

Publicado em 22/10/2026 às 14:13

Lula e Flávio fecham acordo para abrir sigilos e têm até 23h59 desta quinta para entregar autorizações
© FONTE: Ceará Agora

As campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) afirmaram nesta quinta-feira ter chegado a um acordo para a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos, de familiares e de pessoas e empresas relacionadas a eles.

Pelo entendimento anunciado pelas equipes jurídicas, as autorizações deverão ser apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até as 23h59 desta quinta-feira.

Depois disso, caberá ao ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE e relator da petição apresentada por Lula, analisar o material e decidir sobre a eventual liberação dos documentos.

Não há prazo definido para a decisão do ministro.

Por meio de suas equipes jurídicas, Lula e Flávio assinaram uma petição em que autorizam o levantamento imediato de dados pessoais e de familiares.

No caso de Flávio, segundo a campanha, a autorização inclui contas bancárias no Brasil e no exterior e alcança também informações relacionadas a uma offshore ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador.

ENTREGA DE DOCUMENTOS GEROU IMPASSE

Antes do acordo, a advogada da campanha de Flávio, Maria Cláudia Bucchianeri, havia afirmado que os documentos do candidato só seriam entregues após a análise do material apresentado por Lula.

Segundo ela, a equipe de Flávio já havia reunido toda a documentação, mas queria verificar se o presidente havia cumprido integralmente as condições estabelecidas.

“Nós temos tudo já. Não é nem condição, é porque a transparência não pode ser pela metade”, afirmou.

Questionada sobre quando a campanha apresentaria os dados, Bucchianeri disse que a entrega poderia ocorrer imediatamente após a conferência dos documentos do petista.

“Se a gente confirmar que tudo que ele se comprometeu ele trouxe, será imediatamente”, declarou.

A campanha de Lula, por sua vez, defendia que a entrega fosse simultânea e afirmava que também não disponibilizaria seus documentos antes da apresentação dos dados de Flávio.

DELTAN E CAMILO ACOMPANHAM MOVIMENTAÇÃO NO TSE

A equipe de Flávio escalou o ex-procurador da República e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) para acompanhar a análise do material apresentado pela campanha adversária.

Ele esteve no TSE ao lado de Maria Cláudia Bucchianeri.

Pelo lado petista, o senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da coordenação da campanha de Lula, também foi ao Tribunal para protocolar documento no qual a candidatura aceita as exigências apresentadas por Flávio.

DISPUTA COMEÇOU NO DEBATE DA BAND

O embate em torno dos sigilos começou no debate da Band, no último domingo, quando Lula desafiou Flávio a abrir dados bancários e telefônicos como forma de responder às acusações de corrupção trocadas durante a campanha.

Na quarta-feira, Flávio apresentou ao TSE uma lista com 19 exigências para aceitar a proposta.

Entre os pedidos estavam informações bancárias e fiscais de empresas ligadas aos filhos de Lula, dados sobre encontros do presidente com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, informações relacionadas à lobista Roberta Luchsinger, além de despesas do cartão corporativo da Presidência.

A campanha de Flávio também pediu dados sobre voos da Força Aérea Brasileira, registros de visitas aos palácios presidenciais e reuniões de pessoas próximas ao governo com autoridades.

A campanha de Lula anunciou ainda na quarta-feira que aceitava as exigências.

Camilo Santana afirmou que o presidente não teria objeção à entrega das informações solicitadas.

“O presidente da República não tem absolutamente nada a se opor em relação a tudo que ele colocou como condicionante”, disse.

Com o acordo anunciado nesta quinta-feira, a disputa deixa de estar concentrada apenas nas condições impostas por uma campanha à outra e passa agora para a etapa de entrega das autorizações ao TSE.

Se os documentos forem efetivamente apresentados até as 23h59, caberá ao ministro André Mendonça decidir se e como os sigilos serão liberados.

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