Regional / 19.06.2026 JD Vance alerta Israel sobre acordo com Irã e destaca Donald Trump como ‘único aliado’ JD Vance critica oposição israelense ao acordo com o Irã, afirmando que Donald Trump é o único aliado de Israel, em meio a tensões regionais. O post JD Vance alerta Israel sobre ac... person POR SOBRAL ONLINE Publicado em 19/06/2026 às 04:07 Alcance da Notícia 2 LEITURAS © FONTE: Sobral OnLine Imagem gerada com IA acordo firmado nesta semana para pôr fim à guerra com o Irã tem sido alvo de severas críticas tanto nos Estados Unidos quanto em Israel. O pacto é questionado por sua alegada ineficácia em conter o programa de mísseis iranianos e por não apresentar um caminho claro para o desmantelamento de suas instalações nucleares, ao mesmo tempo em que impõe restrições a Israel em sua campanha contra militantes do Hezbollah no Líbano. Continua após a publicidade Críticas de Vance e o Peso da Ajuda Americana Questionado durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca sobre a suposta fúria do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em relação ao acordo, JD Vance afirmou não ter ouvido tais comentários diretamente do premiê. Contudo, ele não hesitou em criticar membros do gabinete israelense que, segundo ele, atacaram o acordo e, pessoalmente, Donald Trump. Vance foi enfático em sua mensagem aos jornalistas: “Minha mensagem para eles seria dupla. Primeiro: Donald J. Trump é o único chefe de Estado em todo o mundo que demonstra simpatia pela nação de Israel neste momento.” Ele acrescentou uma advertência clara: “Se eu estive no gabinete do governo israelense, talvez não tenha atacado o único aliado poderoso que me resta em todo o mundo.” O vice-presidente também fez questão de lembrar que “dois terços das armas defensivas que protegeram Israel foram fabricadas por mãos norte-americanas e pagas com o dinheiro dos contribuintes norte-americanos”, sublinhando a dependência militar de Israel em relação aos EUA, que fornecem cerca de US$ 4 bilhões em assistência militar anualmente. O Acordo com o Irã: Controvérsias e Implicações O acordo firmado nesta semana, que visa encerrar o conflito com o Irã, tem gerado intensa controvérsia. Críticos argumentam que ele falha em abordar de forma eficaz as preocupações sobre o programa de mísseis e as ambições nucleares iranianas. Além disso, há o temor de que o pacto possa limitar a capacidade de Israel de agir contra ameaças regionais, como o Hezbollah no Líbano, um ponto de discórdia fundamental para a segurança israelense. Autoridades israelenses, que preferiram manter o anonimato, descreveram os termos do acordo como “ruinosos” para Israel. Essa visão, segundo eles, é amplamente compartilhada pela liderança do país. Donald Trump, por sua vez, tem sido um crítico recorrente de Israel, seu aliado de longa data, intensificando a tensão que já existia quase quatro meses após os dois países terem se unido em um ataque ao Irã. Respostas de Israel e a Questão do Líbano Em seus primeiros comentários públicos desde a concretização do acordo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reiterou a importância da relação de Israel com os Estados Unidos. No entanto, ele afirmou que Israel continuará a manter sua presença no sul do Líbano para garantir a segurança de seus cidadãos que vivem perto da fronteira norte. “Isso exige a manutenção da faixa de segurança no sul do Líbano; exige que não saíamos de lá enquanto as necessidades de segurança de Israel assim o exigem”, declarou Netanyahu. Em um claro desafio aos termos do pacto entre EUA e Irã, Israel divulgou na mesma quinta-feira um mapa que mostra uma zona de controle militar expandida no sul do Líbano, indicando que não descartaria ataques além dessa área. Troca de Farpas: Vance, Ministros Israelenses e Trump A tensão escalou com a crítica direta de Vance a figuras proeminentes do governo israelense. Em uma entrevista ao New York Times, ele questionou os ministros da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, e das Finanças, Bezalel Smotrich, ambos figuras de extrema-direita na coalizão de Netanyahu. “Qual é exatamente a sua proposta? Vocês são um país de 9 milhões de pessoas. Não dá para simplesmente matar para resolver todos os problemas de segurança nacional que vocês têm”, afirmou Vance. Ben-Gvir respondeu prontamente às declarações de Vance em uma publicação na rede social X, comparando a situação atual à Segunda Guerra Mundial: “Esta é a proposta… Lidar com os nazistas do século 21, assim como os Estados Unidos lidaram com os nazistas do século 20.” Em meio a essa troca de farpas, Donald Trump, em uma publicação nas redes sociais após as declarações de Vance, encorajou todas as partes no Oriente Médio a manterem o compromisso com as negociações. “Esperamos um cessar-fogo total em todas as frentes, incluindo o Líbano, o Hezbollah e Israel”, escreveu Trump, sinalizando um desejo de desescalada. Você encontra mais notícias em nosso site www.sobralonline.com.br e redes sociais. Siga-nos no Instagram @SobralOnline para ficar por dentro das últimas atualizações! 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