Israel e Líbano entram em acordo para cessar-fogo, diz governo Trump
Israel volta a atacar sul do Líbano Israel e Líbano concordaram nesta quarta-feira (3) com um cessar-fogo, segundo um comunicado do Departamento de Estado dos EUA. A nota é...
POR G1 MUNDO
Publicado em 03/06/2026 às 23:12

Israel volta a atacar sul do Líbano
Israel e Líbano concordaram nesta quarta-feira (3) com um cessar-fogo, segundo um comunicado do Departamento de Estado dos EUA.
A nota é divlulgada dois dias depois de conversas do presidente dos EUA, Donald Trump, com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com representantes do Hezbollah
Na segunda-feira (1º), Trump havia garantido o cessar-fogo e dito que impediria o avanço de tropas de Israel até Beirute, bem como ataques aos subúrbios da capital considerados redutos do grupo extremista.
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Segundo a imprensa americana, Trump adotou um tom de reprovação em sua conversa com Netanyahu. Nesta quarta, o republicano admitiu ter chamado o premiê de "louco" na segunda-feira.
Os ataques de Israel ao território libanês eram constantemente criticados pelo Irã. Teerã chegou a declarar que não assinaria um acordo de paz para encerrar a guerra com os EUA caso Israel seguisse com as operações no país vizinho.
O Irã é aliado do Hezbollah, enquanto Washington apoia Israel.
Em março, depois de ataques do Hezbollah com foguetes ao norte de Israel, forças israelenses invadiram o sul do país e ocuparam militarmente uma faixa de cerca de 10 km. Centenas de milhares de libaneses deixaram suas casas devido ao conflito.
Colunas de fumaça se elevam do sul do Líbano após ataques israelenses em Nabatieh, Líbano, em 25 de maio de 2026
REUTERS/Stringer
Líbano sob ataque
No sábado, Israel havia capturado o histórico castelo de Beaufort, no Líbano, construído na época das Cruzadas, na incursão mais profunda das tropas no país em 26 anos. No dia seguinte, ataques aéreos ocorreram nos subúrbios de Beirute pela primeira vez desde abril.
Netanyahu, por sua vez, disse que, em sua conversa com Trump, ele disse que voltará a atacar alvos em Beirute caso o Hezbollah não cesse seus ataques.
Ele também disse que as forças armadas do país seguirão a funcionar "normalmente" no sul do Líbano — uma faixa de cerca de 10 km do sul do país segue ocupada por tropas de Israel desde março.
Trump e Irã
Trump fala durante reunião de gabinete na Casa Branca
AP Photo/Jacquelyn Martin
Em sua entrevista coletiva semanal, o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baghaei, comentou a ampliação das operações israelenses em território libanês e disse que o fim dos ataques é essencial para as negociações de paz:
"Insistimos que um cessar-fogo no Líbano é uma condição essencial para qualquer acordo destinado a acabar com a guerra".
Esmaiel Baghaei
REUTERS
Na rede social X, o principal negociador do Irã, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, também fez críticas ao governo Trump:
"O bloqueio naval imposto pelos EUA e a escalada dos crimes de guerra no Líbano por Israel são evidências claras do descumprimento do cessar-fogo pelos EUA".
O programa nuclear iraniano, principal ponto de divergência entre os dois países, não faz parte, no momento, das negociações em curso com os Estados Unidos que pretendem acabar de maneira duradoura com a guerra no Oriente Médio, segundo o Ministério das Relações Exteriores.
"Não aconteceu nenhuma negociação sobre os detalhes do dossiê nuclear. Nesta etapa, nossa prioridade é encerrar a guerra", afirmou Baghaei, depois que o presidente americano Donald Trump declarou ter obtido garantias do Irã de que não desenvolverá armas nucleares.