Irã divulga lista de exigências aos EUA para reabertura do Estreito de Ormuz, diz jornal
Estreito de Ormuz Reuters/Stringer O Irã divulgou, neste sábado (8), uma lista de exigências para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de tod...
POR G1 MUNDO
Publicado em 08/08/2026 às 12:58

Estreito de Ormuz
Reuters/Stringer
O Irã divulgou, neste sábado (8), uma lista de exigências para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.
Segundo o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, os Estados Unidos precisarão cumprir com as demandas para que Teerã libere a passagem de embarcações pelo canal marítimo. As informações são do jornal americano "The New York Times", com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana.
Entre as exigências estão:
a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas contra o Irã;
a retirada das tropas americanas das proximidades do país;
o pagamento de indenizações de guerra;
a liberação de ativos iranianos congelados;
o fim dos ataques contra aliados iranianos na região; e
o encerramento das ameaças contra o país.
Agora no g1
Segundo o jornal americano, é improvável que o governo de Donald Trump concorde com as exigências iranianas, o que aumenta preocupações sobre o futuro do Estreito de Ormuz.
Na última semana, Trump já havia afirmado que o Irã deveria escolher entre um "acordo" ou a "rendição total" da guerra. Em outro momentos, o presidente americano também já disse que o bloqueio naval só seria suspenso mediante um acordo com Teerã.
Entre as principais demandas do governo americano estão o abandono do programa de armas nucleares iraniano e a garantia de segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
"A liderança iraniana é inacreditavelmente dúbia! Eles pedem uma reunião — alguns diriam que 'imploram' — as conversas começam, com outras já marcadas para o futuro imediato, e então dizem de forma aberta e orgulhosa que não estão tendo nenhuma discussão, que nada está sendo tratado, e que estão lidando apenas com 'Omã'", afirmou Trump em uma publicação em sua rede social Truth Social.
*Esta reportagem está em atualização