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Regional / 23.07.2026

Idosa falece em Campinas após ser submetida a cirurgia equivocada

erro - Uma idosa de 76 anos faleceu em Campinas após ser submetida a uma cirurgia por engano, gerando questionamentos sobre a segurança hospitalar. O post Idosa falece em Campinas...

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POR SOBRAL ONLINE

Publicado em 23/07/2026 às 15:46

Idosa falece em Campinas após ser submetida a cirurgia equivocada
© FONTE: Sobral OnLine
Idosa falece em Campinas após ser submetida a cirurgia equivocada

Uma paciente de 76 anos, identificada como Jandira Marina Dias Braga, morreu em Campinas, interior de São Paulo, após ser submetida a uma cirurgia por engano. O procedimento, que era destinado a outra pessoa com o mesmo nome, foi realizado no Hospital Beneficência Portuguesa. A idosa, que já enfrentava um câncer de intestino, faleceu três dias após a intervenção indevida, levantando sérias questões sobre a segurança do paciente e os protocolos de identificação em ambientes hospitalares.

A família de Jandira relata uma série de equívocos que teriam começado desde a internação. A situação trágica culminou na morte da paciente, gerando dor e indignação entre os parentes, que agora buscam respostas e justiça para o ocorrido. O caso expõe a vulnerabilidade de pacientes em momentos críticos e a importância da atenção redobrada por parte das equipes de saúde.

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Internação e os primeiros equívocos no atendimento

Jandira Marina Dias Braga, que já havia superado o câncer anteriormente, foi internada no início de junho. A família buscou auxílio médico após perceber que a bolsa de colostomia da idosa não estava funcionando adequadamente. Contudo, já no pronto-socorro do Hospital Beneficência Portuguesa, os primeiros indícios de falhas no atendimento teriam surgido.

De acordo com Camila Dias Barozzi, neta de Jandira, a equipe do hospital chamou por uma mulher com o mesmo nome da avó no momento da medicação. Sem verificar o nome completo da paciente, uma medicação incorreta foi aplicada em Jandira. Devido à obstrução da bolsa de colostomia, a idosa precisou ser internada, e a família aguardava a definição do tratamento, sem certeza sobre a necessidade de uma cirurgia.

A cirurgia indevida e a descoberta do erro

Na manhã seguinte à internação, os médicos informaram à família que Jandira não teria condições de suportar um procedimento cirúrgico. No entanto, para a surpresa dos parentes, a idosa foi levada ao centro cirúrgico na noite de 8 de junho, sem maiores explicações. Foi então que Jandira passou por uma gastrostomia endoscópica, um procedimento para a colocação de uma sonda diretamente no estômago, que não era para ela.

A equipe médica só teria descoberto o erro após a cirurgia, durante a troca de plantão, quando identificaram que a verdadeira paciente aguardava no quarto. Em reunião com a família, os médicos assumiram o equívoco, justificando a intervenção como um “benefício clínico” para Jandira. No entanto, a neta da idosa contesta essa afirmação, relatando que a avó apresentou febre e taquicardia imediatamente após o retorno do centro cirúrgico.

O agravamento do quadro e o lamento familiar

Camila Barozzi, que possui experiência como técnica de enfermagem, observou que a avó começou a apresentar sintomas de infecção generalizada após a cirurgia. “A partir do momento que ela voltou da cirurgia, ela já começou a ter taquicardia, já começou a ter febre, já começou a ter tudo. Antes de ser dentista, fui técnica de enfermagem, trabalhei 12 anos dentro de uma UTI, ambulância e pronto-socorro. Então, tenho propriedade para dizer que ela começou a ter sintomas de infecção generalizada”, afirmou.

Nos dias seguintes, o estado de saúde de Jandira piorou drasticamente. Diante da gravidade do quadro, familiares e médicos optaram por cuidados paliativos, evitando medidas invasivas. A idosa faleceu às 19h30 de 11 de junho, apenas três dias após a cirurgia equivocada. O Hospital Beneficência Portuguesa, por sua vez, declarou que o procedimento não influenciou na morte de Jandira, informando que abriu sindicância interna para apurar o caso e que medidas administrativas foram tomadas contra os profissionais envolvidos. A família, no entanto, lamenta profundamente a perda e a forma como tudo aconteceu. “Eles tiraram a chance e tiraram a fé que a gente tinha de ela poder melhorar”, desabafou Camila, desejando que tal erro não se repita com outras pessoas.

Para mais informações sobre segurança do paciente e ética médica, você pode consultar o Conselho Federal de Medicina.

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