Idosa deixa residência que foi resgatada por trabalhar em condições análogas a escravidão
Segundo informações da Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT), a vítima deixou a casa dos antigos empregadores The post Idosa deixa residência que foi resgatada por trabalhar em condiç...
POR O ESTADO
Publicado em 20/08/2026 às 04:03
A idosa de 62 anos que havia sido resgatada em julho deste ano por trabalhar em condições análogas à escravidão em um condomínio de luxo de uma família no município de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), foi definitivamente resgatada, na terça-feira (19), da residência em que, segundo investigação oficial, foi explorada por 55 anos.
Segundo informações da Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT), a vítima deixou a casa dos antigos empregadores. Não foi revelado o local em que a mulher ficará para receber acolhimento por questões de segurança e privacidade.
A mulher segue recebendo acompanhamento psicossocial, além de suporte para reconstrução da autonomia, de acordo com o Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH).
A AFT, que faz parte do Ministério Público do Trabalho (MPT), acrescentou que “todas as medidas adotadas durante a ação fiscal priorizaram sua proteção integral e o respeito às suas escolhas”.
Conforme informações, a idosa passou por cerca de três gerações da mesma família e não recebia salário de acordo com o serviço doméstico prestado na casa. Os empregadores negaram as acusações, de trabalho análogo a escravidão.
Relembre o caso
Por meio de denúncia anônima, o caso da idosa não identificada que estava submetida a trabalho análogo a escravidão por aproximadamente 55 anos, conforme a fiscalização, os Auditores-Fiscais do Trabalho concluiram que a vítima se encontrava em uma espécie de relação caracterizada pela ausência de remuneração e dependência econômica para família.
Segundo informações do desdobramento da ocorrência, em 1982, a mulher foi morar na casa da filha da antiga empregadora, e realizava as atividades domésticas, além do cuidado com os três filhos do casal.
Já em 2014, se mudou novamente para outra residência da mesma família para realizar as mesmas atividades. Os patrões da idosa reconheceram vínculo de emprego em relação ao período iniciado em julho de 2014, que corresponde a última casa em que a doméstica prestou serviços.
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