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Ceará / 29.06.2026

Homem é condenado por fingir câncer terminal para aplicar golpes na namorada e causar prejuízo de R$ 27,5 mil

A Justiça de São Paulo condenou um homem a três anos e quatro meses de prisão, em regime inicialmente semiaberto, pelos crimes de estelionato e furto qualificado mediante fraude ap...

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POR CEARÁ AGORA

Publicado em 29/06/2026 às 21:08

Homem é condenado por fingir câncer terminal para aplicar golpes na namorada e causar prejuízo de R$ 27,5 mil
© FONTE: Ceará Agora

A Justiça de São Paulo condenou um homem a três anos e quatro meses de prisão, em regime inicialmente semiaberto, pelos crimes de estelionato e furto qualificado mediante fraude após ele fingir ter câncer terminal para enganar a própria namorada e obter vantagens financeiras. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Criminal de São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

Além da pena de prisão, o condenado terá que pagar R$ 27,5 mil à vítima como forma de reparação pelos prejuízos causados.

De acordo com a sentença assinada pela juíza Roberta Layaun Chiappeta de Moraes Barros, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o homem conheceu a vítima em 2021 por meio de um aplicativo de relacionamento. Após cerca de 45 dias de conversas, os dois passaram a conviver pessoalmente.

Para conquistar a confiança da mulher, o acusado afirmava ser empresário do setor industrial e dizia possuir uma grande fortuna, que ficaria para ela após sua morte. Para sustentar a falsa história de que sofria de um câncer terminal, ele utilizava curativos falsos, simulava vômitos com sangue usando corantes vermelhos e exibia fotografias usando cateter nasal.

O golpista chegou ainda a fornecer à vítima um contato telefônico que supostamente seria de seu médico. No entanto, durante as investigações, a Justiça constatou que o número de WhatsApp pertencia ao próprio acusado.

Segundo o processo, o falso médico convenceu a mulher de que o réu não poderia permanecer sozinho, alegando risco de agravamento do quadro de saúde. Sensibilizada, a vítima permitiu que ele passasse a morar em sua residência.

Já dentro da casa, o homem acessou de forma fraudulenta o celular da namorada e realizou dois empréstimos em nome dela, nos valores de R$ 4.337,88 e R$ 18.128,09. Após a descoberta da fraude, ele confessou os crimes à vítima e aos familiares.

Na decisão, a magistrada destacou que o condenado utilizou “artifícios emocionais cruéis”, explorando a boa-fé e a fragilidade emocional da vítima, que acreditava estar cuidando de uma pessoa gravemente doente.

A juíza ressaltou ainda que a conduta do réu provocou não apenas prejuízos financeiros, mas também sofrimento emocional, decepção e constrangimento à vítima.

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