Guimarães e Camilo atuam nos bastidores, ajudam a afastar Centrão do PL e fortalecem estratégia de Lula para 2026
Dois cearenses tiveram participação importante nas articulações que levaram PP, União Brasil e Republicanos a adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da Repú...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 24/07/2026 às 11:32
Dois cearenses tiveram participação importante nas articulações que levaram PP, União Brasil e Republicanos a adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República em 2026.
A informação, que está no Jornal O Globo, destaca que o Ministro das Relações Institucionais, José Guimarães e o senador Camilo Santana, ampliaram o diálogo com as cúpulas nacionais dessas legendas e contribuíram para evitar uma aliança com o PL do presidenciável Flávio Bolsonaro.
PP e União Brasil, que integram a Federação União Progressista, decidiram não aderir formalmente à candidatura do PL e liberar seus diretórios estaduais para construir alianças próprias. O Republicanos seguiu caminho semelhante, mantendo distância da coligação presidencial de Flávio.
O movimento é associado às boas relações políticas mantidas por Guimarães e Camilo com dirigentes nacionais das três siglas. As conversas avançaram em meio à sequência de denúncias, conflitos internos e desgastes enfrentados pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
A neutralidade terá reflexos diretos nos estados, onde os diretórios poderão apoiar candidatos de diferentes campos políticos. No Ceará, a decisão aprofunda as divisões internas no PP e no União Brasil entre aliados do governador Elmano de Freitas e apoiadores da candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Estado.
No PP, o deputado federal AJ Albuquerque mantém alinhamento com os governos Lula e Elmano, enquanto Danilo Forte faz oposição e apoia Ciro Gomes. No União Brasil, a bancada federal está reduzida a dois parlamentares: Moses Rodrigues, aliado de Lula e Elmano, e Mauro Filho, coordenador do plano de governo de Ciro e ainda sem definição pública sobre a disputa presidencial.
O Republicanos, por sua vez, permanece integrado à base de apoio ao Palácio da Abolição e tem como principal articulador no Estado o presidente regional da legenda, Chiquinho Feitosa.
No cenário nacional, o afastamento de PP, União Brasil e Republicanos do PL é interpretado como uma vitória política para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sem essas legendas na coligação, Flávio Bolsonaro terá menos tempo de propaganda no rádio e na televisão e enfrentará maiores dificuldades para ampliar sua candidatura além da base bolsonarista.
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