Goiânia em alerta: queixas contra dentista Valéria Ribeiro chegam a 13
Queixas contra a dentista Valéria Ribeiro, acusada de deformar pacientes em Goiânia, chegam a 13. Entenda o caso. O post Goiânia em alerta: queixas contra dentista Valéria Ribeiro...
POR SOBRAL ONLINE
Publicado em 01/06/2026 às 10:00

A capital goiana está em meio a um escândalo no setor de estética, com o aumento significativo das denúncias contra a dentista Valéria Ribeiro, de 33 anos. Conhecida pelo apelido de “Dra. Frankenstein” nas redes sociais e em relatos de vítimas, a profissional teve o número de queixas registradas na Polícia Civil de Goiás elevado para 13. Inicialmente, sete pessoas haviam procurado as autoridades para relatar procedimentos estéticos malsucedidos que resultaram em sérias deformações e complicações.
A prisão de Valéria Ribeiro ocorreu na última quinta-feira, 28 de maio de 2026, em Goiânia, marcando um ponto crucial na investigação. A repercussão do caso e a gravidade das acusações têm gerado grande preocupação e debate sobre a segurança em procedimentos estéticos e a fiscalização profissional. A Justiça, após audiência de custódia realizada na sexta-feira, 29 de maio de 2026, decidiu manter a prisão da dentista, enquanto a clínica de luxo onde ela atuava foi interditada pelas autoridades sanitárias.
A Escalada das Acusações contra Valéria Ribeiro
O caso da dentista Valéria Ribeiro ganhou notoriedade após as primeiras denúncias de pacientes que alegavam ter tido seus rostos deformados. Com a prisão da profissional, o número de vítimas que se sentiram encorajadas a denunciar disparou, passando de sete para um total de 13 queixas formalizadas junto à Polícia Civil de Goiás. Este aumento reflete a dimensão do problema e a busca por justiça por parte daqueles que sofreram consequências graves após os procedimentos.
A operação que culminou na prisão de Valéria foi conduzida por agentes do 4º Distrito Policial de Goiânia, com o apoio fundamental da Vigilância Sanitária. Além do mandado de prisão preventiva, a ação incluiu o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, e o sequestro de bens da dentista, avaliados em aproximadamente R$ 600 mil. Essas medidas visam garantir a reparação de possíveis danos e coibir a continuidade de práticas irregulares.
Procedimentos Questionáveis e Consequências Devastadoras
Nas plataformas digitais, a dentista Valéria Ribeiro se apresentava como uma especialista em uma série de procedimentos estéticos faciais, incluindo lipo de papada, rinoplastia e bichectomia. No entanto, os relatos das vítimas à polícia pintam um quadro alarmante, descrevendo uma série de complicações graves e irreversíveis. Entre os problemas mais citados estão infecções severas, deformidades permanentes, fibroses, necroses e cicatrizes visíveis.
A gravidade da situação é evidenciada pelo caso de uma das pacientes que, após um dos procedimentos realizados pela dentista, chegou a correr risco de internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De acordo com as investigações, essa paciente recebeu cuidados da própria Valéria Ribeiro em sua residência, levantando questionamentos sobre a conduta profissional e a adequação dos tratamentos oferecidos.
A Investigação Policial e a Incompatibilidade Profissional
A Polícia Civil de Goiás tem aprofundado as investigações, e as primeiras conclusões apontam que a dentista Valéria Ribeiro estaria realizando procedimentos incompatíveis com sua habilitação profissional. Embora registrada como cirurgiã-dentista, a investigada não possuía a qualificação necessária para executar cirurgias plásticas ou procedimentos bucomaxilofaciais de maior complexidade, que exigem especialização e treinamento específicos.
Essa incompatibilidade é um ponto central da apuração, pois sugere uma atuação fora dos limites éticos e legais da profissão. A falta de qualificação adequada para procedimentos invasivos e de alto risco pode ser a causa direta das complicações enfrentadas pelas pacientes, reforçando a importância da regulamentação e fiscalização rigorosa no campo da estética.
O Posicionamento do Conselho de Odontologia e a Busca por Defesa
Diante da repercussão do caso, o Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CROGO) emitiu uma nota informando que a profissional Valéria Ribeiro mantém seu registro ativo e que a entidade está acompanhando de perto o desenrolar das investigações. O CROGO também fez questão de ressaltar que procedimentos estéticos e cirúrgicos faciais, como lipoaspiração de papada, rinoplastia, otoplastia e blefaroplastia, só podem ser executados por cirurgiões-dentistas que possuam a devida habilitação e especialização comprovada na área.
No âmbito jurídico, a advogada Caroline Bittar, que inicialmente representava Valéria Ribeiro, comunicou que não atua mais na defesa da investigada. Conforme apurado pela coluna Na Mira, a reportagem do Portal Sobral Online continua buscando contato com a nova equipe de defesa para obter um posicionamento sobre as acusações. O espaço permanece aberto para quaisquer manifestações.
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