Gilmar Mendes vota para que prisão de pai de Vorcaro seja substituída por outras medidas
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para que a prisão do pai de Daniel Vorcaro seja substituída por outras medidas. A Segunda Turma do Suprem...
POR G1 POLÍTICA
Publicado em 16/06/2026 às 18:39

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para que a prisão do pai de Daniel Vorcaro seja substituída por outras medidas.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa as prisões do empresário Felipe Cançado Vorcaro e de Henrique Vorcaro, primo e pai do banqueiro Daniel Vorcaro.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, devolveu para julgamento nesta terça-feira (16) os processos sobre as prisões.
A Segunda Turma do STF analisa se referenda ou não as decisões do ministro André Mendonça que determinaram as prisões.
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Antes do pedido de vista de Mendes, o placar estava em 2 votos a zero pela manutenção das prisões, com votos de Mendonça (relator) e Luiz Fux.
Felipe foi preso em 7 de maio por decisão do Supremo no âmbito da "Operação Compliance Zero". Ele é apontado pela Polícia Federal como peça central do núcleo financeiro-operacional investigado.
Já Henrique Moura Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no mês passado suspeito de integrar o chamado “núcleo violento” do grupo e de atuar como operador financeiro.
Segundo os investigadores, o pai de Vorcaro seria responsável por demandar serviços e realizar pagamentos a estruturas conhecidas como “A Turma” e “Os Meninos”, usadas para intimidar pessoas, obter dados sigilosos e invadir sistemas.
De acordo com decisão judicial, Henrique também teria mantido repasses — em um caso citado, de cerca de R$ 400 mil — e acionado integrantes desses grupos para obter informações sobre investigações, mesmo após o avanço da operação.
🔎A Operação Compliance Zero é uma investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, com foco em operações do Banco Master. Segundo os investigadores, o grupo é suspeito de emitir títulos de crédito sem lastro e prometer rentabilidade fora dos padrões de mercado, em um esquema que pode ter movimentado bilhões de reais.
Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal
Luiz Silveira/STF