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Regional / 02.06.2026

Geopolítica e falta de planejamento freiam o agronegócio brasileiro, diz Amif

Presidente da Amif, Adriana Maugeri, destaca como geopolítica e dependência de insumos externos limitam o agronegócio no Brasil. O post Geopolítica e falta de planejamento freiam ...

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POR SOBRAL ONLINE

Publicado em 02/06/2026 às 00:20

Geopolítica e falta de planejamento freiam o agronegócio brasileiro, diz Amif
© FONTE: Sobral OnLine
Imagem gerada com IA

A executiva ressaltou que, mesmo com capital disponível para investimentos, a logística e a disponibilidade de insumos são gargalos. “Infelizmente, a nossa dependência de insumos externos ainda é muito alta. Isso dificulta planos de expansão, investimentos e novos projetos. São decisões de médio e longo prazo que ficam mais instáveis neste momento”, declarou à CNN Agro, sublinhando a urgência de mitigar essa fragilidade.

O Potencial Florestal Brasileiro Diante de Obstáculos Estruturais

Apesar de ser um dos maiores exportadores mundiais de produtos florestais, com a celulose como carro-chefe, o setor florestal brasileiro opera com um “motor potente” que não entrega sua capacidade máxima. Maugeri destacou que o segmento está capitalizado e possui um vasto potencial de crescimento, mas esbarra em inseguranças jurídicas e econômicas, além dos já mencionados fatores geopolíticos.

A competitividade do setor é diretamente afetada por gargalos na oferta de insumos, custos operacionais elevados e complexidades logísticas. A presidente da Amif ilustrou a situação: “Mesmo quando há recursos disponíveis para investir, muitas vezes os insumos não chegam no momento necessário. Isso acaba represando a produção”, evidenciando a necessidade de uma infraestrutura mais robusta e eficiente para o escoamento e suprimento.

Agronegócio: Uma Questão de Estado e Segurança Nacional

Adriana Maugeri defende que o período pré-eleitoral seja uma oportunidade para aprofundar o debate sobre políticas estruturantes para o agronegócio. Para ela, o setor deve ser elevado à categoria de tema estratégico de Estado, transcendendo pautas governamentais pontuais e garantindo uma visão de longo prazo que beneficie toda a cadeia produtiva.

A visão da Amif é clara: “O agro precisa ser visto como um assunto de segurança nacional. Estamos falando de segurança alimentar e também de segurança energética”, afirmou Maugeri, enfatizando a relevância do setor para a soberania do país. A executiva criticou a ineficácia de iniciativas isoladas, como o Programa Nacional de Fertilizantes, quando não há um planejamento integrado que contemple infraestrutura e qualificação de mão de obra.

A falta de um “olhar integrado” é o ponto central da crítica. Não basta aumentar a produção de fertilizantes se a infraestrutura de transporte é deficiente ou se há escassez de trabalhadores qualificados. A interconexão entre esses fatores é crucial para que o agronegócio brasileiro possa, de fato, prosperar e consolidar sua posição no cenário global.

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