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Política / 24.07.2026

França, Marina e Tebet apontam prejuízo a SP e miram Tarcísio em críticas a tarifaço de Trump

Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) durante convenção do PDT, em São Paulo Paulo Gomes/TV Globo Três ex-ministros de Lula criticaram nesta sexta-feira (24) a conduta d...

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POR G1 POLÍTICA

Publicado em 24/07/2026 às 20:36

França, Marina e Tebet apontam prejuízo a SP e miram Tarcísio em críticas a tarifaço de Trump
© FONTE: G1 Política


Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) durante convenção do PDT, em São Paulo Paulo Gomes/TV Globo Três ex-ministros de Lula criticaram nesta sexta-feira (24) a conduta do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do campo bolsonarista em relação ao pacote de tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. O governo de Donald Trump confirmou novo tarifaço no último dia 15. Durante convenção estadual do PDT, em São Paulo, Márcio França (PSB), que foi ministro de Portos e Aeroportos e também do Empreendedorismo no governo Lula, afirmou que o estado de São Paulo foi particularmente lesado: "Trump retaliou exatamente nas coisas que São Paulo produz. No café, no móvel. Eles apoiaram. Quem vai nos indenizar?" Marina Silva (Rede), ex-ministra do Meio Ambiente, afirmou que o tarifaço prejudica "nossa produção de etanol, de biocombustível, de calçado, de toda a nossa indústria, e ele [Tarcísio] disse que isso não é um problema dele". A ambientalista disse ainda que "é um problema de quem não prefere botar o chapéu do Trump em vez de botar o chapéu da agricultura, da indústria e dos interesses do Brasil". Assim como Marina, Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento e Orçamento, fez menção direta ao apoio de Tarcísio a Trump. "Quando é que o governador Tarcísio vai tirar o boné lá do MAGA [Make America Great Again], e pedir desculpas para a população paulista por defender os Estados Unidos acima dos interesses do Brasil?" "O estado que mais vai ficar prejudicado com o tarifaço é o estado de São Paulo. A Marina citou Franca (...), é uma das uma cidades que mais exporta pros Estados Unidos, graças à sua industrialização." França, Marina e Tebet fazem parte da chapa de Fernando Haddad (PT) em São Paulo. França é pré-candidato a vice-governador, Marina e Tebet, pré-candidatas ao Senado. Márcio França (PSB) discursa durante convenção estadual do PDT, em São Paulo Paulo Gomes/TV Globo Governador mudou discurso No primeiro tarifaço de Trump, Tarcísio responsabilizou Lula. Em suas redes sociais, disse que "a responsabilidade é de quem governa" e que "Lula colocou sua ideologia acima da economia, e esse é o resultado". No dia da posse de Trump, em 20 janeiro de 2025, o governador paulista postou vídeo em que coloca o boné de campanha de Trump a que as ex-ministras fizeram menção. "Grande dia", diz Tarcísio no vídeo após colocar o boné, pré-tarifaço. Após uma reação negativa aos comentários culpando Lula, Tarcísio moderou o discurso. Na última semana, após o novo pacote de tarifas imposto ao Brasil, o governador defendeu a negociação. "É importante que a negociação seja continuada. Acho que o Brasil tem que continuar negociando, é uma correta orientação do ministro das Relações Exteriores. A negociação por parte das empresas vai ser fundamental, cada empresa levanta seu argumento. A negociação é o caminho, temos que negociar até a exaustão, até o limite", disse. Em relação ao uso político que se faz da aplicação das taxas, afirmou na ocasião que "a gente tem que deixar de procurar narrativas para entender a coisa sob o prisma comercial. Os países estão tentando defender interesses, o americano, o dele, o Brasil, o dele também. Estamos numa disputa comercial, temos a geopolítica mandando em decisões econômicas. Temos que olhar setor por setor para ver nosso balanço, olhar nossas tarifas, as tarifas deles. Isso funcionou no caso da Embraer". Privatizações Na convenção do PDT, França também criticou as privatizações realizadas no estado. O ex-governador afirmou que concessões e vendas de ativos públicos foram feitas em SP sem a devida valorização dos patrimônios. Para França, a gestão estadual "não sabe vender" os bens públicos, uma vez que o lucro anual do patrimônio concedido paga o valor da venda em poucos anos. "[O Aeroporto de] Congonhas se pagou em dois anos. A Sabesp se paga em três." O g1 procurou o governo do estado para comentar as declarações, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

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