Flávio enfrenta desgaste na pré-campanha após admitir pedido de apoio ao Banco Master para filme sobre Jair Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República, enfrenta novos contratempos políticos após admitir ter procurado o empresário e banqueir...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 14/05/2026 às 11:22
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República, enfrenta novos contratempos políticos após admitir ter procurado o empresário e banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em busca de financiamento para um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (13), em meio à repercussão de informações sobre a aproximação entre o parlamentar e o banqueiro. Flávio confirmou o contato, mas negou ter recebido qualquer benefício ou oferecido vantagens em troca do apoio financeiro ao projeto audiovisual.
Em nota divulgada nas redes sociais, o senador afirmou que conheceu Daniel Vorcaro apenas em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia terminado e, segundo ele, ainda não existiam acusações públicas envolvendo o empresário.
“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca”, declarou Flávio.
O senador também ressaltou que o projeto foi financiado com recursos privados e tentou afastar qualquer suspeita de uso de dinheiro público.
“O que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, afirmou.
Nas redes sociais, Flávio Bolsonaro informou ainda que buscou apoio de outros investidores e disse que o filme já está concluído. Paralelamente, o parlamentar aproveitou a repercussão do caso para intensificar críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), provável adversário político em 2026.
Sem apresentar provas, Flávio afirmou que suas relações com Vorcaro seriam diferentes das ligações atribuídas ao atual governo com o banqueiro. O senador voltou a defender a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master.
“Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro”, declarou.