CEARÁNOTÍCIAS24H

O portal da verdade
Plantão
Ceará / 04.08.2026

Flávio cita Moraes, Dino e Zanin ao defender impeachment no STF e admite ‘novela’ sobre vice

Senador alega que terá prerrogativa de fazer quatro indicações que "respeitem a Constituição" caso seja eleito The post Flávio cita Moraes, Dino e Zanin ao defender impeachment no ...

person

POR O ESTADO

Publicado em 04/08/2026 às 16:22

Flávio cita Moraes, Dino e Zanin ao defender impeachment no STF e admite ‘novela’ sobre vice
© FONTE: O Estado

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, defendeu nesta terça-feira (4) o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que, segundo ele, cometeram crime de responsabilidade. Ele citou nominalmente os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, e lembrou que, se eleito, terá a prerrogativa de fazer quatro indicações que “respeitem a Constituição”.

O filho de Jair Bolsonaro (PL) afirmou que há ministros que têm participação político-partidária e que julgam casos nos quais deveriam se considerar suspeitos.

“Infelizmente, em função da inércia do Senado, nós chegamos a essa situação em que um ministro do tribunal, por exemplo o Alexandre de Moraes, pode tomar medidas inconstitucionais com praticamente um seguro de que nada aconteceria contra ele”, disse.

Flávio afirmou que é preciso falar sobre esse assunto “sem medinho” e disse que o pai foi julgado por seus inimigos, citando Moraes, “inimigo público e declarado”, Dino, “até ontem ministro da Justiça de Lula”, e Zanin, “até ontem advogado do Lula”.

A fala ocorreu durante sabatina do site O Antagonista e da empresa G4, na Vila Olímpia, em São Paulo, que contou também com a participação dos presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Continua após a publicidade

Segundo os organizadores, o presidente Lula (PT) não aceitou o convite. Flávio afirmou ainda que o impeachment de ministros depende do Senado e que seu grupo político terá maioria no Congresso após as eleições de outubro.

“Essa esculhambação que virou o país hoje precisa de alguém de pulso firme, sim. Vamos ter maioria no Congresso Nacional, uma maioria para fazer o presidente do Senado e termos quórum, inclusive, para alterar a Constituição.”

O senador também admitiu que vive uma “novela” na escolha de sua vice o nome pode ser escolhido até o dia 15 de agosto, prazo máximo para o registro da candidatura. Flávio enfrenta dificuldades para atrair partidos do centrão para a sua coligação, que precisa ser definida até esta quarta (5).

O PP e o Republicanos já anunciaram que manterão neutralidade, o que impediu a pretensão do presidenciável de indicar para a vice Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa Econômica Federal, ou a senadora Tereza Cristina (PP).

Nesta terça, Flávio fez longos elogios a Daniella, disse que “é público” que “gostaria muito” que ela ocupasse a posição e afirmou que deixou isso claro nas tratativas com o Republicanos.

O senador, que tinha confirmado presença no evento, acabou participando apenas por videoconferência, mas Daniella compareceu. Ele afirmou que, a despeito de os caciques partidários estarem “com algumas preocupações”, os grandes quadros das legendas apoiarão o seu projeto.

Na sabatina, Flávio também acusou a Polícia Federal de tentar interferir para atrapalhar as investigações que atingem o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. O senador fez muitas menções positivas ao governo do pai, ao mesmo tempo que se posicionou como alguém diferente dele, seguindo estratégia adotada há meses pela pré-campanha.

Na frente dos empresários, disse que em seu eventual governo haverá responsabilidade fiscal e corte de despesas e corrigiu uma fala anterior sua, quando prometeu que daria celular de graça para mulheres. Afirmou que, na verdade, se referia a um programa de cartão de crédito com “cashback”, o que permitiria a restituição de valores e a troca por produtos.

“Vamos pegar a Caixa e vai ser o Bradesco ou o Itaú das favelas, que vai ser exatamente para que as pessoas mais humildes possam ter uma esteira de serviços ao seu alcance.” Já o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou nesta terça seus adversários por imbróglios envolvendo parentes.

Ele, que foi o primeiro a ser sabatinado, também defendeu a pena de morte em alguns casos, como os de serial killers e estupradores reiterados. Sem citar nomes, Zema criticou políticos que levaram parentes para trabalhar em seus governos, caso do adversário Ronaldo Caiado.

O goiano deixou ao menos dez parentes em cargos comissionados no estado que governou até o fim de março. Zema tem batido nessa tecla contra o adversário, que divide com ele a intenção de compor a terceira via.

O candidato também falou em políticos “chantageados porque têm alguém da família envolvido nisso e naquilo”. Os dois principais nomes nas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial, Lula e Flávio, têm imbróglios envolvendo familiares.

No caso de Lula, a PF pediu na segunda (3) a abertura de uma terceira frente de investigação contra o filho do presidente, para apurar suspeitas de tráfico de influência. “Temos visto aí hoje um presidente enfraquecido, que fica cedendo a pressões porque tem pessoas da família envolvidas em escândalos”, afirmou Zema.

Já Flávio Bolsonaro, cujo pai está preso por tentar um golpe de Estado, precisou responder por ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. “Banqueiro bandido que mora em Belo Horizonte nunca me procurou”, disse o ex-governador, em referência a Vorcaro.

(Folhapress)

The post Flávio cita Moraes, Dino e Zanin ao defender impeachment no STF e admite ‘novela’ sobre vice appeared first on O Estado CE.

Informe Publicitário Publicidade Rodapé