Flávio Bolsonaro recua e troca título de “presidente eleito” por “líder do Brasil” em carta divulgada nos EUA
O senador Flávio Bolsonaro, que fugiu para os Estados Unidos, recuou em um texto golpista divulgado nesta quarta-feira (28). Na primeira versão, ele se declarava “presidente ...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 28/10/2026 às 19:23
O senador Flávio Bolsonaro, que fugiu para os Estados Unidos, recuou em um texto golpista divulgado nesta quarta-feira (28). Na primeira versão, ele se declarava “presidente eleito do Brasil”. No entanto, o parlamentar apagou o texto e passou a se autoproclamar “líder do Brasil”, em nova versão da redação.
O documento anterior também usava o brasão da República Velha, quando o país se chamava “Estados Unidos do Brasil”. Este tipo de nomenclatura foi abandonada em 1967, após promulgação da constituição da época. No entanto, no novo texto, ele continua alegando fraude nas eleições deste ano, sem apresentar provas.
Flávio Bolsonaro fugiu no Brasil após o resultado das eleições, onde ele perdeu para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele está na mira da Justiça por suspeitas de envolvimento em pelo menos dois esquemas criminosos.
O senador é alvo de duas investigações que correm no Supremo. Além do inquérito envolvendo o advogado, no qual Flávio também é investigado, há diligências relacionadas ao filme Dark Horse, que teria recebido recursos milionários do Banco Master. Em um áudio, o parlamentar aparece pedindo dinheiro para Daniel Vorcaro, dono do banco. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o congressista afirmou que foi abordado por agentes da Polícia Federal e intimidado a entregar o passaporte, em razão da decisão expedida pelo magistrado.
Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, está nos Estados Unidos e foi condenado por coação no curso do processo. De acordo com o processo, ele atuou para incitar autoridades estrangeiras contra o Brasil, articulando sanções a representantes dos Poderes constituídos e a economia do país. Como está no exterior, Eduardo não chegou a ser preso, mas acaba arrastando parentes para ações criminais na Suprema Corte.