CEARÁNOTÍCIAS24H

O portal da verdade
Plantão
Ceará / 14.05.2026

Filme sobre Jair Bolsonaro entra no centro de polêmica após revelações sobre financiamento milionário e denúncias nos bastidores

O ex-presidente Jair Bolsonaro será retratado no filme Dark Horse, novo projeto do diretor Cyrus Nowrasteh, que promete mostrar os bastidores da campanha presidencial de 2018 e a t...

person

POR CEARÁ AGORA

Publicado em 14/05/2026 às 11:20

Filme sobre Jair Bolsonaro entra no centro de polêmica após revelações sobre financiamento milionário e denúncias nos bastidores
© FONTE: Ceará Agora

O ex-presidente Jair Bolsonaro será retratado no filme Dark Horse, novo projeto do diretor Cyrus Nowrasteh, que promete mostrar os bastidores da campanha presidencial de 2018 e a trajetória política do então candidato do PSL.

A produção voltou ao centro das atenções após reportagem do Intercept Brasil revelar que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria destinado cerca de R$ 61 milhões para financiar o longa.

Continua após a publicidade

Entre os principais episódios retratados no filme está o atentado sofrido por Bolsonaro durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), quando foi esfaqueado em setembro de 2018.

O ex-presidente será interpretado pelo ator americano Jim Caviezel, conhecido mundialmente por interpretar Jesus Cristo em A Paixão de Cristo. Nos últimos anos, Caviezel também ganhou notoriedade por declarações antivacina e apoio a teorias conspiratórias.

O roteiro de Dark Horse foi assinado pelo deputado federal Mario Frias, ex-secretário especial de Cultura e aliado político de Bolsonaro.

Segundo Frias, o objetivo da produção é apresentar “a verdade” sobre os acontecimentos de 2018, em uma narrativa voltada principalmente ao público simpático ao ex-presidente.

Os filhos de Bolsonaro também aparecem na produção:

  • Marcus Ornellas interpreta Flávio Bolsonaro;
  • Sérgio Barreto vive Carlos Bolsonaro;
  • e Eddie Finlay interpreta Eduardo Bolsonaro.

“THRILLER POLÍTICO”

O diretor Cyrus Nowrasteh definiu o filme como um “thriller político tenso sobre poder, mídia e fé sob ataque”.

Em entrevista ao portal Deadline, o cineasta afirmou que o projeto foi pensado para ir além de uma simples cinebiografia.

— A história da ascensão improvável de Jair Bolsonaro e a tentativa de assassinato contra ele em 2018 ofereceram um contexto para explorar até onde sistemas arraigados podem ir para se preservar — declarou.

FINANCIAMENTO SOB INVESTIGAÇÃO

Segundo a reportagem do Intercept Brasil, os recursos para produção teriam sido solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro junto ao empresário Daniel Vorcaro.

A publicação afirma que pelo menos R$ 61 milhões foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025, por meio de seis operações financeiras ligadas ao projeto.

Parte dos recursos teria sido enviada pela empresa Entre Investimentos e Participações ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.

Diálogos divulgados pelo site mostram Flávio Bolsonaro e Vorcaro discutindo o andamento da produção e atrasos em pagamentos.

Em um dos áudios revelados, Flávio demonstra preocupação com eventual inadimplência junto a integrantes do projeto.

— Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras renomadíssimos do cinema americano, mundial — diz o senador no material divulgado.

DENÚNCIAS NOS BASTIDORES

Além das polêmicas sobre financiamento, a produção também passou a enfrentar denúncias trabalhistas feitas por figurantes e técnicos brasileiros que participaram das gravações em São Paulo entre outubro e novembro de 2025.

As reclamações incluem:

  • relatos de agressões;
  • problemas estruturais;
  • atrasos em pagamentos;
  • e condições inadequadas de trabalho.

Um figurante afirmou ter sido retirado à força do set após desobedecer orientação sobre uso de celular durante as filmagens no Memorial da América Latina.

Também há denúncias envolvendo alimentação inadequada e jornadas prolongadas.

Segundo relatos divulgados pela Revista Fórum, alguns trabalhadores chegaram a consumir comida estragada e permaneceram tanto tempo sem autorização para sair do local que acabaram fazendo necessidades fisiológicas na própria roupa.

As denúncias foram encaminhadas ao Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de São Paulo (Sated-SP), que abriu um dossiê para reunir os relatos apresentados por profissionais envolvidos na produção.

Informe Publicitário Publicidade Rodapé