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Ceará / 04.08.2026

Farsas no debate

Estamos nos aproximando de uma das piores etapas das campanhas eleitorais do Brasil. Trata-se dos famigerados e improdutivos debates que além de improdutivos para as gestões futura...

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POR O ESTADO

Publicado em 04/08/2026 às 02:06

Farsas no debate
© FONTE: O Estado

Estamos nos aproximando de uma das piores etapas das campanhas eleitorais do Brasil. Trata-se dos famigerados e improdutivos debates que além de improdutivos para as gestões futuras, têm piorado de qualidade a cada campanha. Nestas comédias mal alinhavadas, o que milhões de brasileiros com paciência tem presenciado, são cenas de teatro mambembe, onde a platéia, que esperava assistir exposições de inteligência e de garantias que adiantassem como a vida será melhorada com a oxigenação os quadros políticos do país, termina presenciando conhecendo o lado podre dos candidatos com depreciações e desrespeito que em vez de formação de perfis, mostram o caráter deformado de uns e a maldade em outros. Quando tomamos conhecimento de campanhas em países civilizados, vemos o alto nível dos candidatos que nos deixam em depressivo desencanto, se nos comparamos às Nações onde, nos debates, cada candidato faz sem ser interrompido a sua exposição sobre leis e projetos que pretende defender. Os demais debatedores não criticam esses projetos e, ao contrário, dão o seu apoio em pleno debate. No Brasil o “show” é bem diferente, com os postulantes a cargos públicos raramente defendendo os seus objetivo, no que tange à carências do país. O encaminhamento da escolha de candidatos no Brasil, deixa claro o dissídio existente entre oponentes políticos, de tal forma, que uma das partes não conclua a sua fala em qualquer debate sem pôr em risco as aspirações dos seus opositores. A maioria dos candidatos, em vez de cuidar das urgências do estado, esmera-se em revelar os defeitos e pecados dos adversários com a fúria de quem quer arrancar-lhe as vísceras. Há quem condene, mas há também quem se diverte com esses tristes espetáculos.

Duelo pelo poder. Sem mudar em nada o discurso, o ex-ministro Ciro Gomes em seu projeto de retornar a chefia do governo pretende fazer um Estado moderno, eficiente e fiscalmente responsável, destruindo todos os pontos que o atual governo afirma ter avançado na esteira de Camilo Santana, candidato de uma coalizão liderada pelos irmãos Ferreira Gomes, a época unidos num projeto de continuísmo que o indicou de modo consensual. Na verdade, Camilo foi fruto de um bocado feito e ajustado, bem diferente do quadro atual. As fichas estão na mesa, começou o duelo pela troca da guarda.

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Tem quem agüente. Lula não disse isso, mas está de saco cheio com os congressistas. Na convenção do PT, ele deixou claro seu descontentamento afirmando que na sua quarta presidência pretende acabar com o fundo eleitoral e o fundo partidário, e também moralizar as emendas parlamentares que não tem transparência. Só para informar, o custo do Congresso para sustentar em 2026, os 513 deputados e 81 senadores foi de 61 bilhões para Emendas Parlamentares de deputados e senadores e mais 8,5 bilhões para custeio da Câmara dos Deputados e 6,8 bilhões para o senado.
Arrocho de Dino. O Senado Federal e a Câmara dos Deputados estão sofrendo pesado arrocho da parte do ministro Flávio Dino. Ele está determinando às duas casas legislativas a obrigatoriedade de informações claras e minuciosas, a respeito da aprovação, distribuição e aplicação de todas as Emendas de parlamentares, comissões, ou relatores.
Exageros liberais. Não é proibido a nenhum chefe político sonhar alto, mas, a turma do PL no Ceará está exagerando ao assegurar que elegerá cinco deputados federais e sete estaduais. A rigor, ninguém crê que esse partido eleja mais do que elegeu no pleito passado. Mas se chegarem a essa conquista, sepultarão o PSDB que tende a se recuperar com a chegada de Ciro no partido.
Domingos dando aula. Não há nenhum exagero em se afirmar que o presidente do PSD do Ceará, Domingos Filho, está dando aula de eficiência política. Além da vice-governadoria para a filha Gabriella, ele próprio será candidato à Alece, ao que se afirma com sinal amarelo para disputar a presidência da Casa. Essa informação é antecipada, mas em se tratando de Domingos Filho, pode e confirmar mais adiante com a bancada estadual liderada por ele e Tiririca que abafou em São Paulo.
Chapa governista. Terminou sobrando para o senador Cid a tarefa de montar a chapa governista constituída pelo PT, PSB, PSD, PSOL, Rede, PDT, MDB, Republicanos e Solidariedade. A missão está sendo encerrada e o PSB está dando a certeza de que vai eleger no mínimo cinco deputados federais e 14 estaduais.
Nos limites. Reconhecendo que o PP-CE estabilizou-se, o deputado Zezinho Albuquerque considera armado o esquema para o pleito de outubro, sendo que o objetivo deverá ser a garantia de quatro estaduais eleitos, além da manutenção do seu filho AJ Albuquerque na Câmara Federal.
Centro do centro. Segundo levantamento feito pela empresa More in Commom, quem vai decidir o pleito é o “centro do Centro”, onde se encontra 1/3 do eleitorado, assim como dos deputados, senadores e lideranças que rejeitam Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Serão os já famosos, mas, não identificados “invisíveis”.

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