Enfermeira que ia pular de rope jump prestou socorro a jovem lançada sem corda
Uma enfermeira de 26 anos, que aguardava para saltar de rope jump, afirmou ter sido a primeira a prestar socorro à jovem que morreu após ser arremessada da ponte sem a corda princi...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 15/06/2026 às 22:02
Uma enfermeira de 26 anos, que aguardava para saltar de rope jump, afirmou ter sido a primeira a prestar socorro à jovem que morreu após ser arremessada da ponte sem a corda principal de segurança. O caso ocorreu no sábado (13/6), na zona rural de Limeira, São Paulo.
Em depoimento à Polícia Civil, a enfermeira afirmou que Maria Eduarda tinha sinais vitais após a queda. “Ela estava dando aquele suspiro de pós-morte […] Eu peguei, chequei, ela estava com um pulso bem fraco. Eu comecei a massagem e parou [o pulso]”, conta.
A enfermeira afirmou que a jovem estava com um equipamento de segurança preso à barriga, mas sem a corda principal. Ela diz que permaneceu prestando os primeiros socorros até a chegada da ambulância. A equipe da ambulância precisou cortar o restante do equipamento para tentar utilizar o desfibrilador, mas sem sucesso.
No depoimento, a enfermeira afirmou que seria a 42ª pessoa a saltar no dia. Com o celular em mãos, a profissional de saúde filmava a preparação da jovem. “Eu ia mandar para uma tia minha […] Eu não consegui ouvir [o que falavam] porque estava na expectativa de que eu iria pular […] Eu só estava olhando ela, nem olhei como que eles colocaram as coisas […] Quando ela cai, começo a ouvir todo mundo falando: ‘a corda, a corda'”, relata a testemunha.
O acidente
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas sendo carregada por três funcionários até a beirada da plataforma. Ela é impulsionada para frente e, logo após a queda, ouvem-se gritos de desespero dizendo “a corda” e “gente, a corda”.
A jovem caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local pelas equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros. Segundo a Polícia Civil, o equipamento que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura de salto.
Uma testemunha, que saltaria logo após a jovem, relatou que os instrutores não fizeram a checagem de segurança na vez de Maria Eduarda. A corda grossa que deveria segurar a queda da jovem ficou enrolada no chão da plataforma.
Segundo testemunhas e a Polícia Civil, houve uma falha grave na checagem dos equipamentos e os instrutores simplesmente esqueceram de conectar o sistema de segurança em Maria Eduarda.
Em depoimento à polícia, os três instrutores presos não souberam explicar o motivo do erro. A delegada responsável pelo caso afirmou que eles se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a obrigação de colocar a corda, nem o porquê de a fiscalização final não ter sido feita antes de empurrarem a vítima.