Eduardo Bolsonaro fala em fraude eleitoral e aconselha Flávio a deixar o Brasil em caso de derrota
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou ser favorável a que o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), deixe o Brasil caso seja derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lu...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 24/10/2026 às 07:37
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou ser favorável a que o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), deixe o Brasil caso seja derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial de 2026. A declaração foi feita nesta sexta-feira (23), durante entrevista ao programa norte-americano Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista político Steven Crowder. Na ocasião, Eduardo também voltou a colocar em dúvida a segurança das urnas eletrônicas brasileiras.
Flávio Bolsonaro e Lula disputam a Presidência da República neste domingo (25), após um primeiro turno marcado pela proximidade entre os candidatos. O senador obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto o atual presidente registrou 45,16%.
Eduardo cita cenário político e judicial
A declaração ocorreu durante uma conversa sobre as possíveis consequências de uma derrota de Flávio para a família Bolsonaro. Questionado por um espectador sobre a possibilidade de o grupo preparar alguma medida para ajudar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo respondeu inicialmente com uma brincadeira sobre o envio de fuzileiros navais.
Após a reação dos participantes no estúdio, o diálogo avançou para as possíveis repercussões políticas e judiciais de uma eventual derrota eleitoral. Nesse contexto, Eduardo declarou que apoiaria a saída do irmão do país.
“Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza”, afirmou o ex-deputado.
Durante a entrevista, Eduardo também mencionou uma declaração atribuída a Lula durante o debate eleitoral. Segundo sua interpretação, o presidente teria sinalizado que Flávio poderia ser alvo de investigações caso deixasse de ocupar uma cadeira no Senado Federal.
O ex-deputado interpretou a fala como uma ameaça ao irmão e utilizou esse argumento para justificar sua posição favorável à saída do senador do Brasil em caso de derrota nas urnas.
Além das declarações sobre o futuro de Flávio, Eduardo voltou a questionar a confiabilidade do sistema eletrônico de votação brasileiro, sem que isso, por si só, constitua evidência de irregularidades no processo eleitoral.