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Ceará / 21.07.2026

Economia de proximidade impulsiona 341 mil empresas ativas em Fortaleza

A Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico de Fortaleza (SDE) divulgou um levantamento que apontou que a capital cearense atingiu a marca de 341.353 CNPJs, em julho de 202...

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POR O ESTADO

Publicado em 21/07/2026 às 00:01

Economia de proximidade impulsiona 341 mil empresas ativas em Fortaleza
© FONTE: O Estado

A Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico de Fortaleza (SDE) divulgou um levantamento que apontou que a capital cearense atingiu a marca de 341.353 CNPJs, em julho de 2026. Os números estão na base de dados da Receita Federal.

A pesquisa mostra ainda a distribuição por porte dos empreendimentos em atividade, com destaque para as Microempresas que representam 85,04% do total, com 290.278 CNPJs ativos. Os demais portes responderam por pouco mais de 14,90%.

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No recorte de segmentos econômicos, os salões de cabeleireiros e atividades de beleza estão à frente com 18.573 empresas registradas. Os restaurantes e serviços de alimentação e bebidas surgem em segundo lugar com 14.472 CNPJs. Já as atividades de ensino não especificadas anteriormente figuram em terceiro lugar, com 14.418 registros.

O comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios ficou na quarta colocação, com 14.394 empresas, enquanto as atividades de publicidade não especificadas anteriormente o quinto, com 12.880 CNPJs. Ainda acima dos 11 mil registros, aparecem atividades de malote e de entrega.

Outras atividades como transporte rodoviário de carga, confecção de peças de vestuário (exceto roupas íntimas), atendimento ambulatorial (médicos e odontólogos) e de fotocópias, preparação de documentos e outros serviços especializados aparecem no ranking, mas abaixo dos 10 mil registros.

Economia descentralizada

Se durante muito tempo o Centro figurou como o principal núcleo econômico da cidade, a pesquisa sinalizou uma espécie de descentralização do comércio.

A Aldeota, bairro Regional 2, apareceu na frente com 27.993 CNPJs ativos, enquanto o Centro ficou com 21.032 (Regional 12). Outros dois bairros da Regional 2, Meireles (9.691) e Joaquim Távora (7.531) dividiram o terceiro e quarto lugares. Messejana, na Regional 6, surgiu na quinta posição com 7.169 empresas.

Mondubim, na Regional 10 (7.037), Edson Queiroz, na Regional 7 (6.452), Jangurussu, na Regional 9 (6.303) e Passaré, na Regional 8, (6.001) fecham a lista de novos polos econômicos da cidade.

Para o titular da SDE, Antonio José Mota, o fenômeno da descentralização econômica em Fortaleza deixou de ser uma tendência espontânea de mercado e passou a ser uma política pública integrada. “A estratégia é tratar a descentralização de forma transversal: assim como levamos o investimento cultural, o lazer e a infraestrutura para além dos eixos tradicionais, fazemos o mesmo com o desenvolvimento produtivo. Nosso papel é garantir que a cidade cresça de forma equilibrada em todas as 12 Regionais”, explica o secretário.

Mota destaca que dois fatores explicam esse movimento na capital. O primeiro é a força da chamada ‘economia de proximidade’, pois o ambiente empresarial de Fortaleza é composto predominantemente por pequenos negócios que nascem e prosperam dentro das próprias comunidades. “Isso garante que a renda circule e se multiplique nos territórios, gerando autonomia financeira interna e diminuindo a necessidade de grandes deslocamentos urbanos”, afirma.

O segundo fator envolve investimento da gestão municipal na qualificação profissional descentralizada, em que a SDE tem um papel de capilarizar as ações de capacitação e formação empreendedora diretamente nas comunidades, preparando o microempreendedor e o prestador de serviços local para os desafios do mercado.

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