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Ceará / 23.07.2026

Duas mulheres são presas suspeitas de vender abortivo em grupo de WhatsApp

Duas mulheres foram presas nesta quarta-feira, suspeitas de comercializar medicamentos abortivos por meio de um grupo de WhatsApp. As investigadas, Priscilla Fernanda Monteiro de S...

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POR CEARÁ AGORA

Publicado em 23/07/2026 às 09:20

Duas mulheres são presas suspeitas de vender abortivo em grupo de WhatsApp
© FONTE: Ceará Agora

Duas mulheres foram presas nesta quarta-feira, suspeitas de comercializar medicamentos abortivos por meio de um grupo de WhatsApp. As investigadas, Priscilla Fernanda Monteiro de Souza, de 43 anos, e Nayara Pereira Silva, de 32, também orientavam as compradoras, por meio de mensagens de áudio, sobre o uso do produto e cobravam uma taxa adicional para acompanhar os procedimentos durante a noite.

De acordo com a delegada Mônica Areal, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Nova Iguaçu, a investigação foi conduzida em parceria com o Ministério Público do Estado.

As apurações tiveram início após a denúncia de uma mulher que afirmou ter tentado adquirir o medicamento e se sentido prejudicada. Durante as investigações, a polícia identificou que as suspeitas recomendavam o uso de doses elevadas do remédio, sem qualquer orientação ou acompanhamento médico, colocando em risco a saúde das compradoras.

‘Mulheres unidas'

Para oferecer os abortivos, as suspeitas criaram o grupo de WhatsApp chamado “Mulheres Unidas”. Neles, perguntavam com quantas semanas de gestação a pessoa interessada estava. O preço da medicação mudava conforme o tempo de gravidez — ia de R$ 570 a R$ 2.120.

“Fica tranquila porque pela idade gestacional que você está vai demorar um pouco. É um procedimento que demora. Mas não fica ansiosa não. É isso aí. Se conseguir cochilar, dormir um pouquinho, é bom. Se a dor aumentar, você sentindo algum sintoma novo, pode me falar. É isso”, diz uma das suspeitas num áudio.

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