Dino e Gilmar defendem respeito às urnas e união após vitória de Lula
Os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fizeram manifestações após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (...
POR G1 POLÍTICA
Publicado em 26/10/2026 às 11:12
Os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fizeram manifestações após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (25). Lula derrotou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno e conquistou seu quarto mandato. O resultado foi confirmado pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h08, quando 97% das urnas estavam apuradas. Nas mensagens, os dois ministros do Supremo ressaltaram a importância do respeito ao resultado das urnas e às instituições democráticas. Dino desejou sucesso a todos os eleitos e afirmou que a “persistência democrática deve sempre ser enaltecida”. Gilmar declarou que “o respeito à vontade popular é o alicerce do Estado Democrático de Direito”. Gilmar também defendeu união, responsabilidade e diálogo entre forças políticas depois do fim da disputa eleitoral. Em publicação nas redes sociais, o ministro disse que a eleição evidenciou a “vitalidade, a força e a maturidade da democracia brasileira”. - Esta reportagem está em atualização Dino lembra Diretas Já e defende respeito entre brasileiros Em sua manifestação, Flávio Dino fez referência à campanha das Diretas Já, da qual disse ter participado em 1984, e afirmou que o país chega ao fim de mais uma eleição presidencial com a certeza da realização de novos pleitos. “Constato, mais uma vez, que tal campanha se revelou vitoriosa, pois chegamos ao final de uma eleição presidencial com a certeza de que outras virão. Em um país marcado por tantas rupturas institucionais desastrosas, essa persistência democrática deve sempre ser enaltecida”, afirmou. O ministro também citou o pluralismo político previsto na Constituição e defendeu respeito entre os brasileiros. “Pedradas, tiros, chicotes e pessoas acorrentadas, símbolos nazistas e coações nunca mais devem fazer parte de um processo eleitoral no nosso país, já que são condutas ilegais”, declarou. Dino afirmou ainda esperar que os agentes políticos encontrem “bons caminhos de governança” e destacou a necessidade de políticas públicas, especialmente para os mais pobres. Ao final, pediu que sociedade civil, agentes do mercado, trabalhadores, empresas de mídia e líderes religiosos, entre outros setores, transmitam “mensagens de paz e ponderação”. “O Constitucionalismo Social e Liberal, consagrado pela Carta de 1988, deve seguir como o nosso mapa do caminho para um futuro melhor”, afirmou. Gilmar: ‘Respeito à vontade popular é o alicerce’ da democracia Gilmar Mendes destacou a rapidez da apuração dos votos e afirmou que o resultado das urnas demonstrou a força da democracia brasileira. Na publicação, feita às 23h42 deste domingo (25), o ministro afirmou que o TSE havia confirmado a reeleição de Lula por volta das 21h. “O respeito à vontade popular é o alicerce do Estado Democrático de Direito. Em um pleito marcado por disputas acirradas, o protagonismo foi inteiramente do eleitor”, afirmou. Segundo Gilmar, encerrada a disputa político-eleitoral, “é tempo de união, responsabilidade e compromisso institucional”. O ministro defendeu o fortalecimento das instituições, a independência e a harmonia entre os Poderes e o diálogo entre forças políticas adversárias. Gilmar também cumprimentou servidores da Justiça Eleitoral, mesários voluntários e demais pessoas que trabalharam na realização das eleições. O ministro manifestou reconhecimento aos candidatos eleitos e respeito aos que disputaram o pleito “dentro das regras do jogo democrático”. A disputa presidencial foi acirrada. Lula terminou o segundo turno à frente de Flávio Bolsonaro e garantiu mais quatro anos no Palácio do Planalto.