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Ceará / 29.06.2026

Cuidado individualizado com a pessoa idosa faz a diferença no tratamento do diabetes

Três a cada dez pessoas idosas no Brasil vivem com diabetes mellitus, segundo dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Tele...

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POR CEARÁ AGORA

Publicado em 29/06/2026 às 11:58

Cuidado individualizado com a pessoa idosa faz a diferença no tratamento do diabetes
© FONTE: Ceará Agora

Três a cada dez pessoas idosas no Brasil vivem com diabetes mellitus, segundo dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico ( Vigitel ) do Ministério da Saúde. A pesquisa evidencia uma condição altamente prevalente entre as pessoas com 65 anos ou mais (30,4%), índice superior aos 22,4% de quem tem entre 55 e 64 anos. Estima-se que cerca de 20 milhões de brasileiros vivam com esse problema.

O último dia 26 foi o Dia Nacional do Diabetes, data que chama a sociedade a refletir sobre a doença. Especialistas da Rede HU Brasil destacam a importância do cuidado multiprofissional e do controle adequado da glicemia, por meio da adoção de hábitos saudáveis, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e uso racional de medicamentos — incluindo antidiabéticos orais e insulinas.

Tratamento

Embora o tratamento farmacológico do diabetes na pessoa idosa seja semelhante ao recomendado para adultos jovens, ele deve ser individualizado, especialmente na presença de síndromes geriátricas, como instabilidade postural, incontinência urinária, déficit cognitivo, imobilidade, incapacidade de comunicação, ausência de suporte familiar, além de condições frequentes como o uso de muitos medicamentos (polifarmácia) e a sarcopenia, a perda progressiva de massa, força e função muscular.

O diabetes está geralmente relacionado à síndrome metabólica, um conjunto de condições que inclui obesidade, hipertensão, alterações do colesterol e triglicerídeos. Entre os sinais de descompensação da doença estão sede excessiva, aumento da fome, perda de peso inexplicada, aumento da frequência urinária, infecções recorrentes (como as urinárias e candidíase) e problemas oculares, além de confusão mental, tontura, fraqueza e dificuldade de locomoção.

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