Crise no Ceará vai além da troca de técnico: pressão cresce sobre presidente João Paulo após sucessão de fracassos
A demissão do técnico Mozart, anunciada após a derrota por 2 a 1 para o Operário-PR, neste domingo (31), na Arena Castelão, está longe de encerrar a crise vivida pelo Ceará. Para u...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 01/06/2026 às 13:38
A demissão do técnico Mozart, anunciada após a derrota por 2 a 1 para o Operário-PR, neste domingo (31), na Arena Castelão, está longe de encerrar a crise vivida pelo Ceará. Para uma parcela significativa da torcida alvinegra, o problema não se resume ao comando técnico, mas alcança diretamente a gestão administrativa do clube.
A sequência de resultados negativos e os fracassos nas competições disputadas em 2026 ampliaram o desgaste da diretoria comandada pelo presidente João Paulo Silva, que já vinha sendo alvo de críticas desde a queda para a Série B, em 2025.
A perda de competitividade dentro de campo foi acompanhada por outro efeito preocupante: a redução do número de sócios-torcedores e o afastamento gradual da torcida dos estádios.
SUMIÇO DA TORCIDA
O retrato da insatisfação ficou evidente no Castelão. Apenas 4.356 torcedores acompanharam a derrota para o Operário, público considerado extremamente baixo para os padrões do clube e que reflete o desânimo da torcida diante da campanha alvinegra.
A pressão sobre João Paulo aumentou nos últimos meses. Embora tenha optado pela troca no comando técnico, o presidente continua sendo apontado por muitos torcedores como um dos principais responsáveis pelo momento de instabilidade do clube. Nas redes sociais e nos protestos da arquibancada, multiplicam-se as cobranças por mudanças mais profundas na condução do futebol.
A situação ganha contornos ainda mais delicados porque o Ceará começa a olhar para a parte inferior da tabela da Série B. Embora ainda haja tempo para recuperação, o fantasma da zona de rebaixamento já ronda o clube e alimenta o temor de um cenário ainda mais traumático: a queda para a Série C.
O receio pode parecer prematuro para alguns, mas encontra respaldo no desempenho irregular da equipe ao longo da temporada. A falta de resultados consistentes, aliada às dificuldades de reação dentro das competições disputadas até aqui, tem custado caro ao Vozão.
Agora, além da escolha de um novo treinador, a diretoria terá o desafio de recuperar a confiança da torcida, reorganizar o ambiente interno e apresentar respostas concretas para uma nação alvinegra que exige mais do que mudanças à beira do campo. Para muitos torcedores, a reconstrução do Ceará passa não apenas por um novo técnico, mas por uma revisão completa dos rumos administrativos do clube.