Corregedor do TSE nega pedido de Flávio Bolsonaro para proibir gravações eleitorais no Planalto e no Alvorada
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, negou nesta sexta-feira (16) um pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para pr...
POR G1 POLÍTICA
Publicado em 16/10/2026 às 19:46

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, negou nesta sexta-feira (16) um pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para proibir, de forma genérica, a realização de lives, podcasts, entrevistas e gravações de conteúdo eleitoral nos palácios do Planalto e da Alvorada.
O pedido foi apresentado em uma ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin, em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na ação, Flávio afirma que houve abuso de poder político e de autoridade por meio do uso de eventos, bens, serviços e estruturas da administração pública em benefício de candidatura presidencial.
Agora no g1
Entre as medidas de urgência solicitadas, estão restrições ao uso de imagens do pronunciamento de Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas, a remoção de conteúdos e a preservação de provas.
Ao rejeitar a proibição, Cueva afirmou que medidas preventivas devem indicar de forma precisa a conduta que se pretende impedir.
Segundo o ministro, o pedido exigiria uma análise antecipada de conteúdos que ainda não foram produzidos e poderia impor restrições excessivas à comunicação política e ao exercício das atribuições institucionais.
O corregedor também deixou de analisar pedidos que repetem providências já submetidas a outros relatores do TSE. De acordo com a decisão, a repetição poderia levar à adoção de determinações conflitantes e permitir que a parte escolhesse o julgador responsável por analisar a medida de urgência.
Cueva ressaltou ainda que a rejeição das medidas não autoriza o uso indevido da estrutura pública em benefício de candidaturas e não impede a investigação e eventual responsabilização por ilícitos eleitorais.
Emas no Palácio da Alvorada, em imagem de arquivo
Presidência da República/Reprodução