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Ceará / 19.10.2026

Contagem regressiva no Ceará tem foco na abstenção e nacionalização local da disputa

Campanha de Lula considera essencial reduzir abstenção alcançar ampliação dos votos de 1º turno The post Contagem regressiva no Ceará tem foco na abstenção e nacionalização local ...

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POR O ESTADO

Publicado em 19/10/2026 às 13:19

Contagem regressiva no Ceará tem foco na abstenção e nacionalização local da disputa
© FONTE: O Estado

Em menos de uma semana, o Brasil vai às urnas para a reedição de um confronto polarizado, que repete o cenário eleitoral de 2022. No Ceará, lideranças políticas locais entraram na contagem regressiva diante de dias que podem definir o resultado a ser alcançado para Flávio Bolsonaro (PL) ou Lula (PT), que busca alcançar seu quarto mandato.

O curso até dia 25 de outubro é considerado decisivo também por ser a semana da divulgação das últimas pesquisas de intenções de votos.

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Até então, Flávio Bolsonaro figura numericamente à frente das análises, porém com margem de distância de Lula sendo reduzida ou até mesmo zerada, considerando a pesquisa PoderData publicada na última sexta-feira (16), em que ambos apareceram empatados em 50% cada nos votos válidos.

Segundo o Datafolha publicado ao final da semana passada, há um percentual de entrevistados que afirmaram estar indecisos sobre em quem votarão: 3%. As campanhas de ambos os lados miram os indecisos e a redução da abstenção, que entre os aproximadamente 159 milhões de eleitores aptos a votar ficou em 21,08% em todo país, pouco menos de 34 milhões de pessoas.

No Ceará, a meta da coalizão governista que tem se dedicado à eleição de Lula é alcançar pelo menos 70% dos votos. Considerando o total de 7 milhões de eleitores, o número buscado seria de 4,9 milhões de eleitores, quase 1,5 milhão a mais do que no dia 4, no cálculo bruto, sem considerar as abstenções. O presidente alcançou 63,29% dos votos válidos: 3,6 milhões, arredondando.

Flávio Bolsonaro, cujas maiores votações em Fortaleza se deram em bairros de melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs), teve no Ceará 1,8 milhão de votos, também arredondando, o que equivale, na ocasião, a 31,27%. No Estado, a abstenção, a menor do Brasil, fechou em 15,5%, pouco mais de 1 milhão de eleitores.

A reversão da abstenção está no foco sobretudo da campanha de Lula. Um ponto em comum de Flávio Bolsonaro e Lula é terem, neste segundo turno, focado na cristalização dos votos alcançados e na ampliação de eleitores nos estados em que foram melhor votados: o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e o presidente no Norte, predominantemente, e no Nordeste, sobretudo nesta.

Federais opostos
A movimentação de rua no Estado é capitaneada pelo senador Camilo Santana (PT), que integra a organização nacional da campanha de segundo turno de Lula; pelo governador Elmano de Freitas (PT); pelo prefeito Evandro Leitão (PT); do presidente da Alece, Romeu Aldigueri (PSB); pelo presidente da Câmara Municipal, Leo Couto (PSB); e pelo ex-chefe da Casa Civil, suplente da senadora eleita, Luizianne Lins (Rede), Chagas Vieira (PDT).

O grupo e aliados, como o deputado estadual eleito Leo Suricate (PSOL), nacionalizaram localmente a disputa, cenário demonstrado com a chegada, nesta segunda-feira (19), da deputada federal reeleita Erika Hilton (PSOL).

Erika é uma ferramenta local importante da campanha em contraposição à campanha de Flávio Bolsonaro, cujo principal entusiasta no Estado é o deputado federal reeleito André Fernandes (PL), com quem Erika acumula debates calorosos em ambientes da Câmara.

Na semana passada, o presidente do PL Ceará anunciou a presença de Nikolas Ferreira (PL), também deputado federal reeleito, na sexta-feira (23) na Praça Portugal, em evento pró-Flávio Bolsonaro, no qual o candidato vai estar também. Erika já foi alvo de ataques de Nikolas no plenário da Casa, com atitudes transfóbicas.

A deputada federal eleita por São Paulo é a autora original da Proposta de Emenda Constitucional do Fim da Escala 6×1 (PEC do Fim da 6X1), proposição que retomou na Câmara dos Deputados o debate sobre o tema, que havia sido pautado, sem sucesso, há cerca de dez anos pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT).

A bandeira renascida pela parlamentar com a assinatura de colegas da Casa se tornou uma das principais pautas da reta final da gestão Lula 3 e um dos trunfos considerados por aliados como caminho para alcançar uma virada de votos junto à opinião pública para o segundo turno.

Erika, cuja vinda foi anunciada por parlamentares da Câmara Municipal e demais aliados governistas, participa de ato na Praça Portugal, espaço da Capital conhecido pela representatividade bolsonarista, mas que desde as Eleições 2024, em que o prefeito Evandro Leitão (PT) foi eleito, passou a ser ocupado pela militância progressista.

O local fica entre os bairros Aldeota e Meireles, dois dos oito nos quais Flávio Bolsonaro saiu vencedor no último dia 4. Lula venceu em 183 das 184 cidades cearenses.

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