Consumidor político
O Brasil, que se destaca por conta de muitos pontos positivos e elogiáveis, é, entretanto, o único país do Ocidente onde consumidores são obrigados a financiar a carreira política ...
POR O ESTADO
Publicado em 19/08/2026 às 00:36
O Brasil, que se destaca por conta de muitos pontos positivos e elogiáveis, é, entretanto, o único país do Ocidente onde consumidores são obrigados a financiar a carreira política de muitos oportunistas profissionais. A mudança através da qual o financiamento eleitoral por empresários ricos, foi transferida pelo apoio arrancado a muque, do Tesouro Nacional, não passou de uma troca de “Zé por Cazuza”, cujo resultado final tem sido o de arrancarem bilhões do Orçamento nacional para sustentar deputados e senadores em cadeiras cativas enquanto recheiam seus alforjes com recursos que deveriam servir para o Governo Federal combater o crime organizado, a fome e o vergonhoso analfabetismo ainda existente. Tal situação não é registrada nos países de democracia legítima. Tem sido de corar de vergonha casos de partidos que de posse dos Fundos para eleições servem para engordar partidos nanicos, cujos donos aguardam as eleições para açambarcar bilhões aprovados por congressistas que, nessas horas, esquecem por completo seus adversários. Quem acompanha as promessas dos 13 candidatos à presidência da República, tem ouvido de quase todos promessas de reformas administrativas, tributárias, urbanísticas, e de outros setores. O que não se vê são candidato se colocar contra a sangria dos bilhões de uma população que vive a contar centavos.
O criativo Domingos. Em mais uma prova de que é um político diferenciado, o presidente regional do PSD, Domingos Filho, com sua eleição garantida para o Legislativo estadual além de se robustecer individualmente, aumentará a bancada do seu partido garantindo lugar na Mesa Diretora para integrar o comando gestor da Casa. Não irá se contrapor ao atual presidente, mas a sua simples presença será uma alternativa de consulta para dar mais experiência e segurança de decisões do Poder.
O criativo Domingos. Em mais uma prova de que é um político diferenciado, o presidente regional do PSD, Domingos Filho, com sua eleição garantida para o Legislativo estadual além de se robustecer individualmente, aumentará a bancada do seu partido garantindo lugar na Mesa Diretora para integrar o comando gestor da Casa. Não irá se contrapor ao atual presidente, mas a sua simples presença será uma alternativa de consulta para dar mais experiência e segurança de decisões do Poder.
Patrimônio ameaçado. O retorno de Domingos Filho a Alece será a pedra no sapato de Romeu Aldigueri. O presidente hoje reina sozinho, mas passará a dividir espaços com a raposa mais experiente da política estadual. A mudança de rota de Aldigueri fortalece essa tese. Sua ida para Brasília deixou de ser conveniente para se tornar um incômodo que o obrigou a permanecer no Ceará para tomar conta do patrimônio ameaçado. E tem mais. Se o governador for reeleito, Gabriela Aguiar comandará a sucessão estadual em 2030. Romeu não pensou assim. Mas Domingos não só pensou. Ele articulou todas as jogadas desse xadrez político. Ele é o cara.
Empoderado. É indiscutível o poder e a força político-eleitoral de Domingos Filho. Patrícia, sua esposa, é prefeita de Tauá e domina o eleitorado dos Inhamuns, o filho Domingos Neto é um dos mais influentes deputados na Câmara Federal e a filha Gabriela pode se tornar vice-governadora se Elmano derrotar Ciro Gomes. Associe-se a tudo isso a presidência do PSD, terceira força partidária do estado. Qual outro político reúne tantos atributos?
Exemplo monárquico. Quem acompanha o lançamento de candidaturas no Ceará, pode ver a frequência de casais concorrendo com candidatos assumindo o protetorado das esposas, fazendo crescer a participação de mulheres na política. Um exemplo dessa estratégia de garantia, é o do deputado Romeu Aldigueri disputando a Assembléia Legislativa e a esposa Tainah, a Câmara dos Deputados, construindo um modelo a ser imitado por outros casais para defender a dinastia familiar, prática antiga nos regimes monárquicos adotada pelo contemporâneo político para garantir eventualidades.
Começo da dureza. Como havia prometido, o TSE inicia a sua temporada de medidas para quem desrespeitar a Lei Eleitoral. Como exemplo, aquela Corte retirou do ar um vídeo de Flávio Bolsonaro no qual o presidente Lula era associado a organizações criminosas como o PCC e CV, numa evidente influência de conselhos de Trump na campanha.
Articulação produtiva. Valeu a pena a articulação orquestrada pelo ministro José Guimarães, com o MEC e o governador Elmano Freitas para reformular com mudanças o IFCs do Ceará. Segundo foi conceituado, muitos casos pendentes de adquirir “status” universitário poderão ser implantados oficialmente, criando-se cursos que existiam na clandestinidade oficiosa que passam a ter fé de ofício.
Direita pulverizada. Chama atenção a maneira como a direita, hoje dona de força a nível nacional, não conseguiu unir-se em torno de um único nome. Na visão de jornalistas experientes, o mais controverso nessa situação é que a direita prefere Flávio, mesmo com Caiado e Zema considerados nomes superiores a ele.
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