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Regional / 31.07.2026

Combustíveis no atacado derrubam Igp-m em 1,16% durante julho

O IGP-M registrou queda de 1,16% em julho, superando expectativas, impulsionado pela redução dos preços de combustíveis no atacado. O post Combustíveis no atacado derrubam Igp-m e...

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POR SOBRAL ONLINE

Publicado em 31/07/2026 às 11:54

Combustíveis no atacado derrubam Igp-m em 1,16% durante julho
© FONTE: Sobral OnLine
Combustíveis no atacado derrubam Igp-m em 1,16% durante julho

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), um dos principais indicadores da inflação brasileira, apresentou um recuo significativo de 1,16% em julho. Os dados, divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), surpreenderam o mercado ao registrar uma queda mais acentuada do que a esperada, que era de 1,09%, e também superaram a retração de 0,50% observada em junho. Este movimento de deflação no mês de julho oferece um respiro para diversos setores da economia, especialmente aqueles cujos contratos são reajustados por este índice.

Apesar do desempenho mensal positivo, é importante notar que o indicador ainda acumula uma alta de 2,76% nos últimos 12 meses, refletindo a volatilidade e as pressões inflacionárias que marcaram períodos anteriores. A compreensão dos fatores por trás dessa recente desaceleração é crucial para analisar as perspectivas econômicas futuras e o impacto no bolso do consumidor.

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Combustíveis no atacado puxam deflação do IGP-M

O principal motor por trás da retração do IGP-M em julho foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que sozinho responde por 60% da composição do indicador. O IPA registrou uma queda de 1,74% no mês, aprofundando o recuo de 0,97% observado no período anterior. Essa forte descompressão nos preços no atacado teve um impacto direto na média geral do índice.

A redução no IPA foi amplamente impulsionada pela diminuição dos preços de combustíveis e derivados de petróleo. A dinâmica do mercado internacional de commodities desempenhou um papel fundamental, com a queda nas cotações globais do petróleo se refletindo diretamente nos custos de produção e, consequentemente, nos preços praticados no atacado.

Cenário internacional e a volatilidade do petróleo

A Fundação Getulio Vargas apontou que a desaceleração dos preços do petróleo no mercado internacional, que influenciou a queda dos combustíveis, esteve ligada a um alívio temporário nas tensões geopolíticas. Especificamente, a diminuição da instabilidade entre Estados Unidos e Irã no estratégico Estreito de Hormuz contribuiu para a redução do valor da commodity.

Contudo, a FGV emite um alerta importante: a recente retomada das tensões no Oriente Médio pode reverter esse cenário de alívio. Caso a instabilidade persista, há uma possibilidade real de que os preços do petróleo voltem a subir, exercendo nova pressão sobre os indicadores de inflação já no mês de agosto e impactando novamente os custos de diversos produtos e serviços.

Consumidor e construção civil: outros fatores da variação

Além do atacado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-M, também contribuiu para o resultado geral. O IPC registrou uma variação negativa de 0,01% em julho, contrastando com a alta de 0,47% observada em junho. Essa queda foi favorecida principalmente pelo recuo nos preços dos alimentos in natura, que aliviaram o orçamento das famílias.

Por outro lado, a deflação no IPC foi parcialmente contida pela alta nas passagens aéreas, um movimento sazonal comum durante o período de férias escolares, quando a demanda por viagens aumenta. No setor da construção civil, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), responsável pelos 10% restantes do IGP-M, avançou 0,62% em julho, desacelerando em relação à alta de 0,85% do mês anterior, mas ainda apresentando crescimento.

O IGP-M é um termômetro vital para a economia, sendo amplamente utilizado como referência para o reajuste de contratos de aluguel e outras negociações. Acompanhar suas variações é fundamental para entender as tendências inflacionárias e seus impactos na vida dos brasileiros. Para mais notícias e análises aprofundadas sobre economia e o cenário local, você encontra em nosso site www.sobralonline.com.br e redes sociais. Siga-nos em @SobralOnline para ficar por dentro de tudo!

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