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Ceará / 22.10.2026

Cobrança do TSE à Meta gera temor de nova restrição ao ‘Exército do Lula’ a menos de 72 horas da eleição

A menos de 72 horas do segundo turno da eleição presidencial, uma nova decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, reacendeu entre al...

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POR CEARÁ AGORA

Publicado em 22/10/2026 às 17:46

Cobrança do TSE à Meta gera temor de nova restrição ao ‘Exército do Lula’ a menos de 72 horas da eleição
© FONTE: Ceará Agora

A menos de 72 horas do segundo turno da eleição presidencial, uma nova decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, reacendeu entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o temor de uma nova restrição ao canal “Exército do Lula”, administrado no WhatsApp pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e que já reúne mais de 8 milhões de inscritos.

Nunes Marques deu prazo de 24 horas para que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, apresente um relatório detalhado sobre o funcionamento do canal.

O ministro determinou que a companhia avalie a existência de “comportamento coordenado possivelmente irregular” e identifique eventuais padrões de atuação conjunta, sincronização de atividades, replicação sistemática de conteúdos e articulação entre contas, canais e diferentes plataformas.

A decisão atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo a representação, o “Exército do Lula” estaria tentando interferir na circulação de conteúdos digitais ao orientar seus integrantes a pesquisar determinados termos no Google e impulsionar hashtags nas redes sociais.

Entre os exemplos citados pela campanha adversária está a orientação para pesquisas relacionadas à expressão “Bolsonaro mandou matar Lula”, além da publicação coordenada de hashtags no X.

META TERÁ DE ANALISAR PADRÕES DE ENGAJAMENTO

O presidente do TSE determinou que a Meta informe os padrões de engajamento e distribuição dos conteúdos publicados no canal.

A empresa deverá apresentar dados sobre alcance, eventuais anomalias estatísticas, comportamentos considerados atípicos e mecanismos capazes de produzir amplificação artificial de visibilidade ou repercussão.

Também deverá ser verificada a existência de eventual impulsionamento pago.

Na decisão, Nunes Marques determinou:

“A empresa deverá apresentar relatório técnico circunstanciado, acompanhado dos elementos disponíveis que subsidiaram suas conclusões, com indicação da metodologia utilizada, dos critérios de avaliação, dos resultados obtidos e das eventuais limitações identificadas durante a análise.”

A Meta controla, além do WhatsApp, o Facebook e o Instagram.

GOOGLE E X TAMBÉM SERÃO INTIMADOS

O ministro determinou ainda que Google e X sejam intimados a informar, também em até 24 horas, se identificaram amplificação coordenada dos termos e hashtags indicados por Janones entre os dias 18 e 20 de outubro.

A análise deve permitir ao TSE verificar se houve atuação organizada capaz de alterar artificialmente a visibilidade de determinados conteúdos durante a reta final da campanha.

Até o momento, a decisão não determina a retirada do canal do ar nem a suspensão de suas atividades. O foco, nesta etapa, é a coleta de informações técnicas junto às plataformas.

CANAL JÁ FOI RETIRADO DO AR E RESTABELECIDO

O “Exército do Lula” já havia sido alvo de uma disputa dentro da própria Justiça Eleitoral após o primeiro turno.

No dia 11 de outubro, Nunes Marques determinou a retirada do canal do ar sob a alegação de divulgação coordenada de conteúdos falsos.

Horas depois, porém, a decisão foi revogada pelo corregedor eleitoral Villas Bôas Cueva, e o canal voltou a funcionar.

Posteriormente, um relatório técnico produzido pelo próprio TSE, por determinação do presidente da Corte, não identificou publicações classificadas como desinformação no material analisado.

Esse histórico ajuda a explicar a preocupação de aliados de Lula com uma eventual nova medida restritiva na reta final da campanha.

DISPUTA DIGITAL GANHA PESO NA RETA FINAL

Nos últimos dias, o “Exército do Lula” passou a ocupar posição central na estratégia digital da campanha petista.

O canal ultrapassou a marca de 8 milhões de inscritos e vem sendo utilizado para convocar apoiadores, compartilhar conteúdos e organizar ações nas redes sociais.

Com a decisão desta quinta-feira, a atuação do grupo passa novamente pelo crivo da Justiça Eleitoral.

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