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Ceará / 02.06.2026

CNM alerta prefeitos sobre impactos do El Niño e pede preparação dos Municípios para eventos climáticos extremos em 2026 e 2027

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou, com ampla antecedência, uma nota técnica orientando prefeitos e gestores municipais a se prepararem para os possíveis efeitos ...

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POR CEARÁ AGORA

Publicado em 02/06/2026 às 11:20

CNM alerta prefeitos sobre impactos do El Niño e pede preparação dos Municípios para eventos climáticos extremos em 2026 e 2027
© FONTE: Ceará Agora

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou, com ampla antecedência, uma nota técnica orientando prefeitos e gestores municipais a se prepararem para os possíveis efeitos do fenômeno El Niño nos anos de 2026 e 2027.

O repórter Isac Rancine relata, no Jornal Alerta Geral, que preocupação da entidade se baseia nas previsões climáticas que apontam para a ocorrência de eventos extremos em diversas regiões do Brasil, como chuvas intensas, tempestades, secas prolongadas, ondas de calor e incêndios florestais.

Isac Rancine

IMPACTOS DO EL NINO

Os impactos do El Niño devem ser distintos em cada região do país. Enquanto a Região Sul tende a registrar aumento no volume de chuvas e maior risco de enchentes, as regiões Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste poderão enfrentar redução das precipitações, agravando problemas relacionados à seca e à escassez hídrica.

Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, a atuação preventiva dos Municípios é fundamental para reduzir prejuízos humanos, sociais e econômicos.

“O cenário evidencia a ausência de programas nacionais suficientemente estruturados, bem como de instrumentos de gestão e capacitação técnica capazes de atender às demandas dessas localidades”, destacou.

PREVENÇÃO E DESAFIOS

Os números apresentados pela Confederação mostram a dimensão do desafio. Entre 2013 e 2025, os desastres naturais provocaram prejuízos estimados em R$ 785,4 bilhões no Brasil. Nesse período, 95,1% dos Municípios brasileiros registraram algum tipo de impacto, comprometendo moradias, infraestrutura, serviços públicos, atividades econômicas e a vida de milhões de pessoas.

MEDIDAS RECOMENDADAS

Entre as principais orientações da CNM estão:

  • Atualização ou elaboração dos Planos de Contingência (Plancon);
  • Mapeamento de áreas de risco e vulnerabilidade;
  • Definição de rotas de evacuação e locais para abrigos temporários;
  • Fortalecimento das equipes municipais de Defesa Civil;
  • Implantação e manutenção de sistemas de monitoramento e alerta;
  • Organização de canais oficiais de comunicação com a população;
  • Realização de vistorias preventivas em áreas de risco;
  • Planejamento de compras emergenciais para situações de desastre.

A entidade também recomenda atenção especial à proteção de grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, pessoas com deficiência e animais.

RISCOS EM CADA REGIÃO

No Sul, os maiores riscos estão relacionados a enchentes, alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra. Já no Norte e Nordeste, as preocupações se concentram na estiagem, seca agrícola, redução da disponibilidade de água e aumento dos incêndios florestais.

No Sudeste e Centro-Oeste, o fenômeno pode comprometer a estação chuvosa, elevar as temperaturas e aumentar a pressão sobre os reservatórios, além de ampliar os riscos de queimadas em biomas como o Cerrado e o Pantanal.

A CNM destaca, ainda, que a preparação para enfrentar os efeitos do El Niño exige atuação integrada entre Municípios, Estados e União. Para a entidade, investir em prevenção e planejamento é a melhor estratégia para minimizar os impactos de eventos climáticos cada vez mais frequentes e intensos no Brasil.

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