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Regional / 22.06.2026

Ciro Gomes: ‘Lula e Bolsonaro são iguais’ e Ceará será prioridade, diz ex-ministro à Veja

Em entrevista exclusiva à Veja, Ciro Gomes critica duramente Lula e Bolsonaro, equiparando-os, e detalha sua visão para o futuro do Ceará. O post Ciro Gomes: ‘Lula e Bolsona...

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POR SOBRAL ONLINE

Publicado em 22/06/2026 às 22:52

Ciro Gomes: ‘Lula e Bolsonaro são iguais’ e Ceará será prioridade, diz ex-ministro à Veja
© FONTE: Sobral OnLine
Imagem gerada com IA

Em uma entrevista contundente concedida à tradicional seção Páginas Amarelas da revista VEJA, o ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, fez declarações que repercutem no cenário político nacional e local. Conduzida pelo jornalista Nicholas Shores, a conversa abordou desde a decisão de Ciro de focar na disputa pelo Governo do Ceará até críticas incisivas aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, além de análises sobre a crise fiscal, o avanço das facções criminosas e as perspectivas para 2026.

A principal manchete da entrevista, que já indica o tom das implicações políticas, inclusive na corrida pelo Governo do Ceará, é a afirmação de Ciro de que “Os dois são iguais”, referindo-se a Lula e Bolsonaro. O ex-ministro explicou os motivos de sua opção pela disputa estadual, descartou apoio ao filho do ex-presidente e prometeu “libertar o Ceará do PT”.

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Ciro Gomes Equipara Lula e Bolsonaro em Crítica Direta

Uma das declarações mais impactantes da entrevista de Ciro Gomes foi a equiparação entre os dois principais líderes políticos do país. Segundo ele, “Tirando a estética, os dois são rigorosamente iguais”. Ciro argumenta que ambos mantiveram políticas econômicas semelhantes ao longo de suas gestões e contribuíram para a polarização política que domina o cenário nacional.

Essa análise de Ciro reforça sua posição de crítico de ambos os polos, buscando apresentar uma alternativa para o eleitorado. A percepção de que as políticas fundamentais não se alteram substancialmente, independentemente do governante, é um ponto central em sua argumentação.

O Foco no Ceará: Segurança Pública e Ruptura com o PT

Ciro Gomes detalhou os motivos que o levaram a desistir de uma quinta corrida presidencial para se dedicar novamente à disputa pelo Governo do Ceará. Ele afirmou que sua prioridade máxima, caso eleito, será a segurança pública e o combate às facções criminosas que atuam no estado. O ex-governador sustenta que sua intenção é “libertar o Ceará da tragédia que o PT hoje representa em segurança pública, desenvolvimento e saúde”.

A decisão de Ciro de voltar ao cenário estadual é vista como um movimento estratégico para reconfigurar o panorama político cearense, com um discurso forte de oposição à atual gestão e um foco claro em problemas que afetam diretamente a população.

Alianças e Desavenças: O Cenário Político Nacional e Regional

Sobre as alianças políticas, Ciro Gomes defendeu a aproximação regional com o PL no Ceará, mas foi categórico ao descartar qualquer tipo de aliança em nível nacional. Ele afirmou que a “nossa desavença nacional com o PL é insuperável”, deixando clara a distinção entre as estratégias locais e o posicionamento em relação à política federal.

Além disso, o ex-ministro rejeitou categoricamente a possibilidade de apoiar o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente. A frase “Apoiar Flávio Bolsonaro não está em discussão” sublinha a intransigência de Ciro em relação a certas alianças, mesmo em um contexto de composições regionais.

Críticas ao Governo Lula e a Análise do 8 de Janeiro

Ciro Gomes não poupou críticas ao governo do presidente Lula, afirmando que o “estelionato eleitoral” que previu em 2022 continua em curso. Ele criticou o arcabouço fiscal, os gastos públicos e diversos programas governamentais, resumindo sua visão com a frase “A entrega do Lula é nula”. O ex-ministro também questionou a idade do presidente para uma eventual nova disputa eleitoral, sugerindo que “As pessoas que querem bem ao Lula deveriam considerar uma temeridade ele se lançar candidato com 81 anos”.

Em relação aos eventos de 8 de janeiro de 2023, Ciro considerou que houve uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, afirmando “Sem dúvida”. No entanto, ele fez uma distinção entre a articulação golpista e os atos em si, classificando-os como uma “imensa arruaça. Punível. Mas golpe? Não”. Ele também avaliou que as penas aplicadas aos participantes dos atos foram excessivas.

Escândalo do INSS e o Combate às Facções Criminosas

O ex-ministro também comentou o escândalo de fraudes envolvendo aposentados no INSS, classificando-o como “Um dos escândalos mais enojantes que já testemunhei”. Ciro atribuiu responsabilidade tanto ao PT quanto aos bolsonaristas, afirmando que “O PT não tem moralidade nem decência nenhuma. O outro lado também não”. Ele isentou parcialmente o ex-ministro e presidente do PDT, Carlos Lupi, dizendo que alertou Lupi sobre os riscos da Previdência e que “O Lula fez de propósito”.

Sobre as facções criminosas, Ciro Gomes as definiu como “Poderosíssimas organizações narcoterroristas”. Embora discorde da decisão dos Estados Unidos de classificá-las como grupos terroristas, ele reconhece a utilidade prática da medida para rastrear dinheiro e operações internacionais. Ele manifestou a intenção de buscar apoio tecnológico dos Estados Unidos para inteligência policial, afirmando: “Vou criar comandos. Um comando terá tecnologia dos Estados Unidos”. A cooperação com Israel na área de segurança também foi mencionada como um objetivo. Para mais detalhes, você pode consultar a íntegra da entrevista na Revista Veja.

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