Ciclo econômico do São João amplia renda e fortalece cultura de investimentos
As festas juninas movimentam uma cadeia produtiva gigantesca que gera renda para comerciantes, artesãos, costureiras, músicos, produtores culturais e trabalhadores de diversos seto...
POR O ESTADO
Publicado em 29/06/2026 às 23:49
As festas juninas movimentam uma cadeia produtiva gigantesca que gera renda para comerciantes, artesãos, costureiras, músicos, produtores culturais e trabalhadores de diversos setores. Ao passo disso, outra transformação ocorre de forma quieta que é o interesse pelo planejamento das finanças e pelos investimentos. O acesso ao mercado financeiro e ao conhecimento sobre o tema têm aumentado o número de investidores em todas as regiões do país. Segundo a B3, quase 5,5 milhões pessoas físicas investiram em produtos de renda variável em 2025.
O Nordeste vive a explosão do período junino, cujo a movimentação financeira em 2025 foi de cerca de R$ 7,4 bilhões, de acordo com o Ministério do Turismo. Contudo, esses impactos começam bem antes, com a confecção de figurino, adereços, transporte, armazenagem de produtos utilizados e consumidos e, para isso, os empreendedores precisam se planejar financeiramente.
Pelo menos no Ceará, esse planejamento financeiro foi registrado pela B3. Segundo a principal bolsa de valores do país, o Ceará teve um crescimento de 5,8% no número de investidores em renda variável ao longo do ano passado, demonstrando uma tendência de educação financeira fora do chamado eixo Rio-São Paulo, considerado motor econômico-financeiro do país.
A assessora de investimentos da XP no Ceará, Wanádia Martins, sugere que o período de São João é importante para transformar o ganho extra em investimento, gerar renda e construir patrimônio, especialmente pequenos empreendedores e trabalhadores autônomos da região Nordeste, onde essa movimentação econômica é mais intensa.
Ela destaca ainda que, se antes a ideia era somente guardar moedas, atualmente o intuito é que o dinheiro trabalhe a favor do investimento em produtos financeiros e que também gere a proteção patrimonial.
Embora não invista para fins juninos, a advogada Bruna Cardoso investe há sete anos. “Eu invisto desde que comecei a trabalhar depois de formada. Sempre foi tesouro direto e investimentos de baixo risco”, detalha.
Com o passar dos anos, ela e o marido têm avançado para outros produtos com criptomoedas. “Há uns 5 anos, começamos a investir em Bitcoin. Atualmente, invisto – junto com o Estevam – nas famosas caixinhas, sempre de 10 a 30% do nosso salário. E temos um pequeno valor que administramos no BitCoin”.
A advogada fala das conquistas e do objetivo de seguir investindo. “O nosso investimento é feito sempre em baixo risco, porque hoje é a nossa reserva de emergência. Já foi para comprar nosso carro e já foi para comprar nossa casa. Por enquanto, é para garantir nossa reserva de emergência”, assegura.
O economista, Ricardo Coimbra, reforça a importância de acumular recursos e transformar em investimento. “É extremamente importante você fazer algum tipo de poupança e transformar essa poupança. Esse investimento pode ser em renda fixa, renda variável ou na aquisição de imóveis. Então, tem um conjunto de potencialidades que o indivíduo tem, à medida que consegue acumular recursos”.
Coimbra lembra ainda que os investimentos em renda fixa têm baixo risco, uma vez que existe uma taxa predeterminada, enquanto a renda variável fica condicionada à volatilidade do mercado.
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