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Tecnologia / 19.05.2026

Celulares podem ficar ainda mais caros em 2027; NVIDIA seria "culpada"

Comprar um smartphone top de linha pode ficar ainda mais caro nos próximos anos. Um novo relatório da Fast Company alerta que a corrida por chips de IA está pressionando a oferta ...

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POR CANALTECH

Publicado em 19/05/2026 às 15:14

Celulares podem ficar ainda mais caros em 2027; NVIDIA seria
© FONTE: Canaltech

Comprar um smartphone top de linha pode ficar ainda mais caro nos próximos anos. Um novo relatório da Fast Company alerta que a corrida por chips de IA está pressionando a oferta global de RAM, e a situação pode piorar em 2027.

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No centro da discussão está a próxima geração de plataformas de inteligência artificial da NVIDIA, que deve consumir volumes gigantescos de memória LPDDR (mesma tecnologia usada em celulares).

Segundo estimativas, a futura plataforma Rubin, sucessora da arquitetura Blackwell, pode exigir mais memória LPDDR do que toda a demanda combinada de Apple e Samsung para smartphones em 2027. A projeção fala em mais de 6 bilhões de GB de LPDDR, superando o consumo previsto de duas gigantes do mercado mobile juntas.

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O problema é que a indústria já enfrenta uma escassez crescente de DRAM e HBM (High Bandwidth Memory). Fabricantes como Samsung, SK hynix e Micron estão priorizando memórias voltadas para servidores de IA e aceleradores de alto desempenho, já que esses produtos oferecem margens muito maiores do que chips usados em celulares e notebooks.

Na prática, isso significa menos capacidade disponível para componentes tradicionais do mercado de consumo. A oferta global de memória pode atender apenas cerca de 60% da demanda até 2027, criando pressão direta sobre preços de smartphones, PCs e outros eletrônicos.

Mudanças imediatas

A situação já começa a aparecer no mercado. O relatório aponta aumentos expressivos nos preços de LPDDR5X (padrão usado em celulares premium) e alerta que as fabricantes podem ser obrigadas a reduzir capacidade de RAM, adiar upgrades ou repassar custos aos consumidores.

Embora a NVIDIA não seja diretamente responsável pela crise, ela "virou o rosto” para o problema porque a explosão da IA generativa elevou a demanda por memória a níveis inéditos. Seus aceleradores para data centers dependem de enormes quantidades de HBM e LPDDR, criando competição com o mercado tradicional de eletrônicos.

O impacto pode ser maior justamente nos aparelhos premium. Recursos de IA embarcada exigem mais RAM, armazenamento rápido e processamento local, aumentando ainda mais o consumo de componentes.

Fabricantes Android menores tendem a sentir a pressão primeiro, enquanto empresas com contratos de fornecimento mais robustos podem sofrer menos, mas ainda ser amplamente impactadas, como tem acontecido com a Samsung.

Se as previsões se confirmarem, 2027 pode marcar uma mudança importante no mercado mobile: celulares mais caros, upgrades menores e uma disputa acirrada entre smartphones e servidores de IA pela mesma matéria-prima.

Leia a matéria no Canaltech.

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