Caso Kaianne: Professor é condenado a 41 anos de prisão por mandar matar esposa em Aquiraz
O professor de inglês Leonardo Nascimento Chaves foi condenado a 41 anos de prisão pelo assassinato da esposa, a contadora Kaianne Bezerra Lima Chaves, crime ocorrido em agosto de ...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 03/06/2026 às 21:53
O professor de inglês Leonardo Nascimento Chaves foi condenado a 41 anos de prisão pelo assassinato da esposa, a contadora Kaianne Bezerra Lima Chaves, crime ocorrido em agosto de 2023 no município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. O julgamento foi concluído após três dias de sessões no Fórum Manoel Florêncio Filho.
Apontado como mandante do crime, Leonardo foi condenado por feminicídio, furto qualificado, corrupção de menores e fraude processual. A pena total estabelecida pela Justiça foi de 39 anos de reclusão e dois anos de detenção, a serem cumpridos em regime fechado, sem o direito de recorrer em liberdade.
Também foi condenado Adriano Andrade Ribeiro, apontado pelas investigações como o executor do assassinato. Ele recebeu pena de 37 anos de prisão, sendo 35 anos de reclusão e dois anos de detenção, também em regime fechado e sem possibilidade de recorrer em liberdade.
O crime aconteceu dentro da residência do casal, em Aquiraz. Na época, a morte de Kaianne foi apresentada como resultado de um assalto. Segundo a versão inicial, criminosos teriam invadido o imóvel para roubar bens da família e, durante a ação, assassinado a contadora.
No entanto, as investigações conduzidas pela Polícia Civil revelaram que o assalto havia sido forjado para encobrir um plano arquitetado por Leonardo Nascimento. Conforme apurado pelos investigadores, o professor planejou a morte da esposa com o objetivo de receber um seguro de vida avaliado em cerca de R$ 60 mil.
As apurações apontaram ainda que Leonardo teria solicitado aos executores que também o agredissem durante a ação criminosa, numa tentativa de dar credibilidade à versão de que ambos teriam sido vítimas de um roubo.
Um dos elementos que ajudaram a desmontar a falsa narrativa foram imagens de câmeras de segurança, que registraram Leonardo encontrando-se com os executores do crime em um shopping poucas horas antes do assassinato.
Além de Leonardo e Adriano, outro homem, identificado como Philipe Azevedo de Araújo, chegou a ser denunciado no processo. No entanto, ele foi impronunciado pela Justiça por falta de provas suficientes para ser submetido a júri popular.
Um adolescente de 15 anos que participou da ação criminosa respondeu ao caso no sistema socioeducativo e recebeu a medida máxima prevista em lei, com internação por três anos.
O julgamento teve início na última segunda-feira (1º) e durou cerca de 26 horas, distribuídas ao longo de três dias. Durante a sessão, foram ouvidas quatro testemunhas de acusação e três de defesa. Inicialmente, havia a previsão de ouvir 15 testemunhas, mas parte delas foi dispensada pelas partes.
Os dois réus também prestaram depoimento. A fase de debates entre acusação e defesa ultrapassou nove horas de duração.
Em nota, o Tribunal de Justiça do Ceará informou que o Juízo responsável pelo caso determinou o cumprimento imediato das penas. Com a decisão, Leonardo Nascimento Chaves e Adriano Andrade Ribeiro permanecem presos à disposição da Justiça.