Campanha denuncia pichação de facção criminosa contra Ciro em Itapipoca
A campanha do candidato ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) denunciou a existência de uma pichação proibindo a campanha do tucano no município de Itapipoca, localizado a 120,85 ...
POR SOBRAL ONLINE
Publicado em 02/09/2026 às 13:52

A campanha do candidato ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) denunciou a existência de uma pichação proibindo a campanha do tucano no município de Itapipoca, localizado a 120,85 quilômetros de Fortaleza.
A mensagem diz: “Proibido faze campanha do Ciro na Itapipoca”. A pichação conta ainda com assinatura que faz referência à facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC).
A candidatura de Ciro acionou, por meio de uma notícia-crime, o Centro de Apoio Operacional Eleitoral (Caopel) do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) para denunciar suposta interferência de facções criminosas nas eleições em Itapipoca, exigindo providências imediatas.
“Embora a imagem, isoladamente considerada, não permita concluir definitivamente acerca da autoria da inscrição ou da efetiva vinculação da mensagem à organização criminosa nela indicada, seu conteúdo é suficientemente grave para justificar imediata apuração pelas autoridades competentes, especialmente diante da utilização de ameaça e intimidação para restringir o exercício da atividade político-eleitoral”, diz trecho do documento.
A campanha de Ciro pede a identificação dos responsáveis mediante a coleta de imagens de câmeras de segurança, oitivas de testemunhas e a apuração de eventual existência de outras pichações ou mensagens similares no município. Ciro esteve em Itapipoca no último fim de semana. O candidato foi ao município no sábado, 29, para inauguração de um comitê e visita à Exposição Agropecuária de Itapipoca (Expoita).O POVO solicitou mais informações sobre o caso para a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e aguarda o retorno.
Interferência de facções nas eleições no Ceará
Casos de interferência de facções criminosas nas eleições estão sendo registrados em 2026 e em anos recentes.Em Forquilha, o Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou, na última semana, um processo para apurar a suposta interferência de facções criminosas na campanha eleitoral de 2026. De acordo com informações obtidas pelo MP, integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) teriam ameaçado candidatos e agentes políticos.
Já em Sobral, a Operação Omertá avançou sobre a atuação de organizações criminosas nos processos eleitorais de 2024 e de 2026. A suspeita é de que criminosos cobravam até R$ 60 mil de “pedágio eleitoral” para permitir que candidatos fizessem campanhas em algumas áreas da cidade.
Recentemente, três vereadores de Sobral foram presos na ação: Carlos Do Calisto (PSB), Mário Vicktor (União Brasil) e Junim Do Povo (Podemos).
Até o momento, 15 suspeitos de integrar facções criminosas foram presos sob acusação de tentar interferir na campanha eleitoral deste ano. A última prisão foi de uma mulher de 25 anos que teria praticado ameaças, no contexto eleitoral, em Capistrano, município do Maciço de Baturité.
O delegado-geral da Polícia Civil do Estado do Ceará, Márcio Gutiérrez, comentou, nesta semana, o andamento das investigações sobre os casos de interferência nas eleições em 2026.“Todos esses casos de algum tipo de intimidação, ameaça a candidatos ou a eleitores estão sendo trabalhados pela Polícia Civil e por todo nosso sistema de segurança pública, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Estadual. Nós prendemos 10 criminosos envolvidos com esse tipo de crime”, explicou.O delegado reforçou que as equipes trabalham para “elucidar todos esses crimes e colocar na cadeia esses criminosos que buscam de alguma forma interferir no processo eleitoral”.
Fonte: O Povo
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