Caminhar por 20 minutos ou tirar uma soneca melhora memória, mostra estudo
Já imaginou que praticar exercício físico aeróbico, como corrida, caminhada ou natação durante 20 minutos, ou dormir durante o dia por uma hora e meia podem ajudar a diminuir a pe...
POR SOBRAL ONLINE
Publicado em 02/09/2026 às 15:43

Já imaginou que praticar exercício físico aeróbico, como corrida, caminhada ou natação durante 20 minutos, ou dormir durante o dia por uma hora e meia podem ajudar a diminuir a perda de memória?
Um estudo publicado em junho deste ano pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, realizou o teste com três grupos de pessoas com diferentes rotinas e concluiu que esses dois hábitos podem aumentar até 22% a regeneração neural.
Segundo os pesquisadores, a capacidade de guardar memórias de longo prazo é prejudicada após 30 horas de privação de sono e afeta entre 20% e 40% da população adulta global. E para reverter esse cenário, foram realizados testes com três grupos monitorados em laboratório com 54 pessoas saudáveis entre 18 e 35 anos:
Resultados
Após as práticas habituais, os indivíduos foram submetidos a um teste de reconhecimento com 150 imagens originais misturadas. O Grupo 1 acertou 56% das imagens, o Grupo 2 57%, e o Grupo 3 46%.
O Grupo 2 relatou uma diminuição considerável na fadiga mental após o cochilo. Percebeu-se também que o Grupo 2 não ficou mais cansaço quando comparado com o Grupo 3. Ou seja, observou-se que o exercício protege a memória sem “cobrar” um custo energético.
Por que isso acontece?
Segundo a pesquisa, dormir, por exemplo, diminui significantemente atividades de ondas frontais e delta pré-estímulo, que são marcadores de fadiga neural e pressão de sono acumulada (sensação de cansaço). Essa intervenção também aumenta a plasticidade de realizar sinapses, reabilitando a capacidade de aprendizado.
Em relação à prática de exercícios, o cérebro se manteve ativo e conseguiu inibir qualquer efeito de estresse neural. Houve também o aumento do componente P300, uma onda elétrica responsável pela atenção e pela velocidade em que o órgão processa as informações.
Já no Grupo 3, não foi possível medir uma melhora no desempenho comportamental. Apesar de haver um marcador P300 igual ou superior ao do Grupo 2, não foi perceptível um aperfeiçoamento na memória.
Outro ponto percebido foi que o cérebro privado de sono realizou um esforço exaustivo e ineficiente na tentativa de processar as informações.
Fonte:CNN Brasil
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