Avanço histórico no tratamento do câncer reduz em 60% o risco de morte
Marcos das ciências médicas têm, entre os principais efeitos, queda na mortalidade de pacientes e melhora da qualidade de vida. Alguns são tão expressivos que, ao romperem paradigm...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 09/06/2026 às 18:05
Marcos das ciências médicas têm, entre os principais efeitos, queda na mortalidade de pacientes e melhora da qualidade de vida. Alguns são tão expressivos que, ao romperem paradigmas, mudam também o rumo da humanidade. A descoberta da penicilina inaugurou a era dos antibióticos, revolucionando o manejo de infecções até então consideradas fatais. O mapeamento do genoma humano impulsionou a medicina personalizada e o diagnóstico precoce de doenças raras. O daraxonrasib chegou a proteínas da doença até então inacessíveis a medicamentos, reduzindo em 60% o risco de morte de pacientes com o câncer em estágio metastático e dobrando a sobrevida mediana, quando comparado aos resultados da melhor quimioterapia. Tratamento que bloqueiam as mesmas proteínas, ainda que de forma mais limitada, custam em média R$ 90 mil por mês no Brasil. Portanto, não é exagero concluir que a revolução no tratamento do câncer de pâncreas será limitada por aqui — o gasto médio anual com pacientes oncológicos no SUS gira em torno de R$ 9 mil.
São descobertos todos os anos 781 mil novos casos no país — em média, 90 a cada hora. Desses, mais de 60% já estão avançados, com chances menores de um desfecho positivo. De cada 10 mortes em razão de tumores malignos, quatro seriam evitadas com mudanças de hábitos ou melhor acesso à assistência médica. Trata-se de um grande desafio em saúde pública. E é preciso romper paradigmas internos para mudar essa realidade. Sem investimento maciço em inovação científica, prevenção e diagnóstico precoce, a realidade do câncer no Brasil seguirá limitada ao manejo da criticidade. Não se avança. Equipes de saúde, pacientes e familiares estão, a todo tempo, lidando com as gravidades.