Augusto Cury diz que Brasil é parlamentarista e que precisa de um primeiro-ministro como Tarcísio de Freitas
Augusto Cury no primeiro dia oficial da campanha eleitoral à Presidência da República Reprodução/TV Globo O candidato à presidência da República, Augusto Cury (Avante), afi...
POR G1 POLÍTICA
Publicado em 17/08/2026 às 21:22

Augusto Cury no primeiro dia oficial da campanha eleitoral à Presidência da República
Reprodução/TV Globo
O candidato à presidência da República, Augusto Cury (Avante), afirmou nesta segunda-feira (17) que o Brasil vive um sistema de governo parlamentarista e que o perfil de um primeiro-ministro deveria ser "do nível" do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
"Não dá mais para termos um país presidencialista, onde o presidente é o superpresidente. Ele interfere em todas as áreas: economia, política externa e milhares de problemas para ser resolvido no dia-a-dia. Todos os países que se desenvolveram ou foram semipresidencialistas, com um presidente como chefe de Estado e um primeiro-ministro, ou parlamentaristas de fato", afirmou Cury.
"Eu gosto muito do Tarcísio e acho que deveria ter alguém no nível dele para ser um primeiro-ministro E o presidente nos estratégicos, forças armadas e políticas externas. Assim, certamente, o Brasil será um país muito mais moderno", continuou.
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A fala aconteceu durante entrevista para o Portal Metrópoles. A declaração ocorreu após ser questionado como articularia com o Congresso para aprovar as medidas propostas em seu plano de governo, considerando que o partido do candidato tem baixa representatividade com apenas cinco deputados federais e um senador.
"Nós já somos um país parlamentarista de fato, mas não de direito. O parlamento já tem muito poder. Se ele já tem muito poder, então, que ele possa também ter a responsabilidade de chancelar um primeiro-ministro. Um primeiro-ministro que vai dirigir essa nação com maestria, com gestão notável, com alta capacidade e que tem um coração social", continuou.
Cury justificou que a ideia de passar o comando do país para o Congresso seria para transferir a responsabilidade sobre o orçamento que atualmente já tem grande participação decisória de deputados e senadores, por meio das emendas parlamentares.
"O primeiro-ministro cuidaria da gestão, até para administrar o orçamento que é cooptado pelo Congresso e com indicadores de eficiência, porque não adianta só parlamentares terem uma parte do orçamento. [...] E se um primeiro-ministro for impopular, corrupto ou ineficiente, ele é destituído, sem traumas para a nação, como ocorreu quando os presidentes sofreram impeachment", concluiu.
Além de elogiar as qualidades do governador Tarcísio, o candidato ainda disse que seu objetivo, caso vença a disputa, seja firmar um grande pacto nacional onde ouviria outros agentes políticos e alguns adversários na atual disputa, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).