Alunas encontram câmera escondida em banheiro feminino de colégio cívico-militar no PR
Uma câmera foi encontrada por alunas no banheiro feminino do Colégio Cívico-Militar Érico Veríssimo, de Cambé, no Norte do Paraná. Estudantes protestaram na entrada da escola, nes...
POR SOBRAL ONLINE
Publicado em 21/10/2026 às 13:58

Uma câmera foi encontrada por alunas no banheiro feminino do Colégio Cívico-Militar Érico Veríssimo, de Cambé, no Norte do Paraná. Estudantes protestaram na entrada da escola, nesta terça-feira (20), para cobrar um posicionamento da direção.
Um aparelho envolvido em um plástico estava instalado junto com a câmera na parede do banheiro e emitia uma luz vermelha. Um aluno foi até o sistema de monitoramento do colégio e registrou como os vídeos eram capturados. A câmera escondida mostrava as cabines e espelhos do local. As informações são do portal g1.
Um boletim de ocorrência foi registrado sobre o caso. Segundo o documento, as alunas sabiam que havia um equipamento no local há aproximadamente três anos. No entanto, a direção teria comunicado, à época, que se tratava de um sensor de fumaça para evitar que as alunas fumassem no ambiente.
“ME SENTI INVADIDA”, DIZ ALUNA
Meninas denunciaram no boletim que usaram o espaço comum do banheiro recentemente e chegaram a trocar de roupa para uma sessão de fotos, “o que significa que seus corpos e sua nudez foram indevidamente expostos e registrados sem qualquer consentimento”, diz o documento.
“Eu me senti invadida, porque é o meu corpo que estavam vendo. Eu mesma já troquei de roupa diversas vezes no banheiro. Para a gente, é assustador porque eram homens que viam as câmeras, estavam na sala dos militares”, disse a estudante à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná.
O QUE DIZ O COLÉGIO
O Colégio Cívico-Militar Érico Veríssimo confirmou que instalou as câmeras de monitoramento, mas negou que os aparelhos registrem imagens dentro das cabines. Segundo a escola, as câmeras “estavam direcionadas às portas de entrada dos banheiros masculino e feminino, sem captar os espaços destinados às necessidades fisiológicas dos estudantes”.
O colégio disse ainda que o aluno que registrou o sistema de monitoramento acessou a sala de vigilância sem autorização.
CASO SERÁ INVESTIGADO
Já a Secretaria Estadual de Educação do Estado do Paraná (Seed-PR) informou que as câmeras foram retiradas do local e não há imagens armazenadas nelas. Conforme a pasta, uma equipe será enviada ao local para averiguar o caso.
A Polícia Civil (PC-PR) afirmou ter instaurado inquérito policial e está em diligências para apuração dos fatos.
VEJA NOTA COMPLETA DO COLÉGIO
“Prezados pais e responsáveis,
Circulou em alguns grupos uma imagem do sistema de monitoramento do colégio.
Esclarecemos que as câmeras mencionadas estavam direcionadas às portas de entrada dos banheiros masculino e feminino, sem captar os espaços destinados às necessidades fisiológicas dos estudantes. Sua finalidade era acompanhar os acessos e contribuir para a segurança escolar.
Conforme as informações levantadas pela direção até o momento, um estudante entrou sem autorização na sala dos monitores militares e acessou o computador utilizado pela equipe, registrando a imagem posteriormente compartilhada. As circunstâncias desse acesso e da divulgação serão apuradas, preservando-se a identidade dos envolvidos.
Também foram registrados, nesta data, atos de vandalismo, com a retirada à força das câmeras dos acessos aos banheiros. O colégio adotará as medidas administrativas cabíveis e os encaminhamentos necessários aos órgãos competentes, assegurando a apuração dos fatos e a escuta dos envolvidos.
Reafirmamos nosso compromisso com a segurança, a dignidade e a privacidade dos estudantes. O monitoramento de salas de aula, corredores e acessos integra as medidas de proteção do ambiente escolar e deve respeitar esses direitos.
Pedimos às famílias que busquem esclarecimentos diretamente com a direção e evitem compartilhar imagens de segurança ou informações sem verificar seu contexto. Contamos com a parceria de todos na orientação dos estudantes sobre o respeito aos espaços de acesso restrito, aos equipamentos e ao patrimônio público”.
Fonte:Diário do Nordeste
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