Ajuste fiscal tem como principal medida a saída de Lula da presidência, afirma Flávio Bolsonaro
Ajuste fiscal passa pela troca no governo federal, defende Flávio Bolsonaro durante entrevista sobre economia e contas públicas. O post Ajuste fiscal tem como principal medida a s...
POR SOBRAL ONLINE
Publicado em 16/10/2026 às 21:58

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que a interrupção do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) representaria a medida econômica mais eficiente para as contas públicas do país. A declaração foi feita nesta sexta-feira (16/10) durante entrevista ao vivo na sabatina do Jornal Nacional, transmitida pela TV Globo, ao responder sobre planos de contenção de despesas.
Ao abordar os desafios econômicos, o postulante ao Palácio do Planalto rebateu críticas de adversários políticos sobre supostos cortes em direitos sociais e programas assistenciais, assegurando que pretende manter diretrizes essenciais de valorização salarial e pisos constitucionais.
Ajuste fiscal e manutenção de benefícios sociais
Questionado sobre as regras orçamentárias e o reajuste do salário mínimo, o candidato garantiu que manterá a política de reajustes com ganhos acima da inflação. Ele descartou a intenção de desvincular as aposentadorias do índice aplicado ao salário mínimo, além de negar planos para retirar da Constituição os pisos obrigatórios de investimentos em saúde e educação.
O senador acusou os opositores de espalharem desinformação durante a campanha. Segundo ele, seu principal adversário tem recorrido a discursos alarmistas direcionados ao funcionalismo público e aos trabalhadores de empresas estatais federais.
“O meu concorrente está promovendo um verdadeiro terrorismo em cima dos servidores públicos e das estatais, dizendo que eu acabaria com as aposentadorias, com os servidores públicos, que eu privatizaria o Banco do Brasil, a Caixa e a Petrobras, enfim, um monte de coisa. E o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula”, afirmou durante a transmissão.
Plano prevê corte de ministérios e nova regra fiscal
As diretrizes orçamentárias defendidas pela chapa de Flávio Bolsonaro concentram-se no enxugamento da máquina administrativa e na formulação de um mecanismo para conter o endividamento federal. A proposta central busca frear os gastos públicos por meio de reformas institucionais diretas na estrutura do Executivo.
O programa apresentado pela campanha prevê ações prioritárias no setor público:
- Extinção de pelo menos dez ministérios da Esplanada;
- Corte expressivo de cargos comissionados federais;
- Combate a supersalários e benefícios considerados excessivos;
- Redução de impostos e revisão de despesas classificadas como ineficientes.
Apesar de elencar as prioridades de redução de gastos públicos e reformas administrativas, o documento oficial da candidatura ainda não apresentou a fórmula matemática ou o desenho final da nova âncora fiscal que substituirá o modelo atual.
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